Em julho de 2025, o Pew Research Center publicou estudo com 900 adultos dos EUA mostrando que, quando o Google exibia resumo de IA, usuários clicavam em links tradicionais em 8% das visitas, contra 15% sem resumo. Só 1% clicava nas fontes do resumo. O Google contestou a metodologia.
Em julho de 2025, o Pew Research Center, instituto de pesquisa americano, divulgou um estudo que se tornou referência no debate sobre o efeito das respostas de IA no tráfego da web. Com base no histórico de navegação de 900 adultos dos Estados Unidos em março de 2025, o Pew constatou que, quando a página de resultados do Google exibia um resumo gerado por IA, os usuários clicavam em um link tradicional em 8% das visitas, contra 15% quando não havia resumo. Apenas cerca de 1% clicava nos links de fontes dentro do próprio resumo. O Google contestou a metodologia.
O que o estudo mediu?
Segundo o The Register, os participantes concordaram em compartilhar sua atividade de navegação, e 58% deles fizeram ao menos uma busca em março de 2025 que exibiu uma AI Overview. Os principais resultados foram:
| Indicador | Com resumo de IA | Sem resumo de IA |
|---|---|---|
| Visitas com clique em link tradicional | 8% | 15% |
| Visitas em que a sessão terminou na página de resultados | 26% | 16% |
| Clique em link de fonte dentro do resumo | cerca de 1% | – |
O estudo também indicou que os resumos de IA apareciam em cerca de uma em cada cinco buscas.
Como o Google respondeu?
O Google disse que o estudo usava "metodologia falha e um conjunto de buscas distorcido, que não representa o tráfego da Busca". A empresa afirmou ainda que não havia observado quedas significativas no tráfego agregado da web. Essa posição se somava a declarações anteriores do Google, como a de agosto de 2024, quando a empresa disse que os links dentro dos resumos haviam aumentado o tráfego para editores, sem publicar números.
Por que o estudo repercutiu tanto?
O estudo do Pew se baseou no histórico real de navegação dos participantes, e não em pesquisa de opinião, e foi feito por um instituto independente do Google. Os números repercutiram em veículos de tecnologia e marketing, como Gigazine e PPC Land, porque ofereciam uma medição direta de um efeito que editores e agências vinham discutindo desde o lançamento das AI Overviews.
Que limites o estudo tinha?
Ler o estudo com cuidado ajuda a não tirar conclusões além do que ele mostra:
- a amostra era de adultos dos Estados Unidos, não do Brasil;
- os dados se referiam a março de 2025, antes do lançamento do Modo IA em português;
- a medida era a proporção de visitas com clique, não o volume total de tráfego de cada site;
- o tipo de pergunta influencia muito a chance de aparecer um resumo e de haver clique.
O que o estudo mudou na prática?
Para agências e empresas, o estudo reforçou a necessidade de ajustar metas e relatórios:
- Acompanhar impressões e presença nas respostas, além de cliques.
- Separar, nos relatórios, consultas informativas, mais sujeitas a resumo, de consultas comerciais.
- Investir em conteúdo que leve o usuário a querer mais do que o resumo oferece, como dados próprios, ferramentas e comparações detalhadas.
- Medir o valor do tráfego que chega, e não só a quantidade.
O que isso significa hoje?
Em 2026, uma proposta de SEO que prometa apenas aumento de cliques orgânicos, sem considerar respostas de IA, está desatualizada. Ao comparar agências de SEO, peça que o plano inclua métricas de visibilidade em respostas geradas por IA e explique como será avaliado o retorno quando o clique diminuir.
Fontes
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Perguntas frequentes
O que o estudo do Pew concluiu sobre os resumos de IA?
Que, quando havia resumo de IA na busca do Google, os usuários clicavam em links tradicionais em 8% das visitas, contra 15% sem resumo, e que cerca de 1% clicava nos links de fontes do próprio resumo.
O Google concordou com o estudo?
Não. O Google disse que o estudo tinha metodologia falha e um conjunto de buscas que não representava o tráfego real, e que não havia observado quedas significativas no tráfego agregado da web.
O estudo vale para o Brasil?
A amostra era de 900 adultos dos Estados Unidos, com dados de março de 2025. Os resultados indicam uma tendência, mas não medem diretamente o comportamento de usuários brasileiros.