Em março de 2018, o Google começou a usar a versão móvel das páginas para indexar e ranquear sites, o chamado mobile-first indexing. Em julho, a velocidade de carregamento passou a contar como fator de ranqueamento nas buscas feitas no celular.
Em 2018, o Google fez duas mudanças que colocaram o celular no centro da busca. Em 26 de março, anunciou o início da migração para o mobile-first indexing, em que a versão móvel de uma página passa a ser usada para indexá-la e ranqueá-la. Em julho, ativou o Speed Update, que tornou a velocidade de carregamento um fator de ranqueamento também nas buscas feitas no celular, e não apenas no desktop. Para empresas com sites lentos ou versões móveis incompletas, o ano marcou o momento em que isso deixou de ser só um problema de experiência e passou a afetar a visibilidade.
O que é o mobile-first indexing anunciado em março de 2018?
Segundo o TechCrunch, que noticiou o anúncio em 26 de março de 2018, o Google passou a usar a versão móvel das páginas para indexar e ranquear conteúdos, com o objetivo de atender usuários que buscavam principalmente pelo celular. O índice continuou sendo um só: não foi criado um índice separado para dispositivos móveis.
Pontos destacados na época:
- a mudança vinha sendo testada havia cerca de um ano e meio;
- o plano tinha sido detalhado em 2016, e um pequeno grupo de sites começou a ser migrado em dezembro de 2017;
- sites migrados seriam avisados pelo Search Console e passariam a receber mais visitas do Googlebot para smartphones;
- a primeira leva incluiu sites que já seguiam boas práticas para mobile, sem data para o fim da migração.
O Google afirmou que a indexação mobile-first, por si só, não mudava a forma como o conteúdo era ranqueado. Mas, se a versão móvel de um site tivesse menos conteúdo que a versão desktop, era essa versão menor que passaria a ser considerada.
O que foi o Speed Update de julho de 2018?
O Speed Update foi anunciado em janeiro de 2018 e, em 9 de julho, o Google informou no blog para webmasters que a atualização estava sendo liberada para todos os usuários. A partir dali, a velocidade da página passou a ser um fator de ranqueamento em buscas no celular, o que antes valia apenas para buscas no desktop.
O Google delimitou o alcance da mudança: ela afetaria apenas as páginas com a experiência mais lenta e uma pequena porcentagem das consultas. O mesmo critério valeria para qualquer página, independentemente da tecnologia usada para construí-la. E uma página lenta ainda poderia ranquear bem se tivesse conteúdo relevante para uma intenção de busca forte.
Como as duas mudanças se comparam?
| Mudança | Data | O que alterou | Quem foi mais afetado |
|---|---|---|---|
| Mobile-first indexing | Início em 26/03/2018 | Versão móvel passou a ser a base da indexação e do ranqueamento | Sites com versão móvel incompleta ou diferente da versão desktop |
| Speed Update | Liberação em 9/07/2018 | Velocidade virou fator de ranqueamento em buscas móveis | Páginas com a experiência mais lenta |
O que isso mudou para quem contratava sites e SEO?
As duas atualizações deslocaram parte do trabalho de SEO para a engenharia do site. Um site bonito no desktop, mas pesado ou incompleto no celular, passou a correr risco de perder posições. Em projetos de site ou e-commerce, alguns itens ganharam peso nas especificações:
- Mesmo conteúdo, dados estruturados e metadados nas versões móvel e desktop.
- Imagens otimizadas e carregamento progressivo.
- Medição de desempenho em dispositivos móveis reais, não só no computador do desenvolvedor.
- Monitoramento pelo Search Console, onde o Google avisava sobre a migração.
O que isso significa hoje?
As mudanças de 2018 explicam por que desempenho e versão móvel aparecem como requisitos básicos em qualquer projeto web. Ao contratar uma agência de SEO ou uma software house para um site, vale pedir que o fornecedor mostre como mede velocidade em celular e como garante que nenhum conteúdo importante fique fora da versão móvel. A Citeo reúne agências de SEO e software houses para comparação.
Fontes
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Perguntas frequentes
O que é mobile-first indexing?
É a prática do Google de usar a versão móvel de uma página para indexá-la e ranqueá-la. A migração em larga escala começou em 26 de março de 2018, segundo anúncio da empresa noticiado pelo TechCrunch.
O mobile-first indexing mudou o ranking dos sites?
Segundo o Google, a indexação mobile-first não alterava diretamente o ranqueamento. Mas, como a versão móvel passou a ser a referência, sites com conteúdo reduzido no celular podiam ser prejudicados.
O Speed Update afetou todos os sites?
Não. O Google informou que a atualização afetaria apenas as páginas mais lentas e uma pequena porcentagem das consultas, e que conteúdo relevante ainda poderia ranquear bem.