Os investimentos em tecnologia da informação no Brasil somaram US$ 47,7 bilhões em 2018, alta de 9,8%, mais que o dobro do ritmo mundial, segundo estudo da ABES com dados da IDC. O país respondeu por 42,8% do mercado de TI da América Latina.
O mercado brasileiro de tecnologia da informação movimentou US$ 47,7 bilhões em 2018, crescimento de 9,8% sobre o ano anterior, segundo o estudo anual da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), feito com dados da IDC e divulgado em agosto de 2019. A alta superou a média mundial, de 6,7%, e o Brasil seguiu como o maior mercado de TI da América Latina, com 42,8% dos investimentos da região. Hardware respondeu por pouco mais da metade do total; software e serviços somaram o restante.
Quais foram os principais números do estudo?
A TI Inside e o Baguete resumiram os dados do estudo "Mercado Brasileiro de Software: Panorama e Tendências 2019" em agosto de 2019:
| Segmento (2018) | Valor | Participação |
|---|---|---|
| Hardware | US$ 23,9 bilhões | 51,3% |
| Serviços | US$ 12,2 bilhões | 26,2% |
| Software | US$ 10,5 bilhões | 22,5% |
| Total do mercado de TI | US$ 47,7 bilhões | 100% |
O mercado doméstico, sem exportações, foi estimado em US$ 46,6 bilhões. O crescimento de 9,8% ficou acima da projeção anterior, de 4,1%, segundo a reportagem.
Como o Brasil se posicionou na região e no mundo?
Na América Latina, que investiu US$ 108,8 bilhões em TI em 2018, cerca de 11% do total mundial, o Brasil ficou em primeiro lugar, com 42,8%. O México apareceu em segundo, com 20%, e a Argentina em terceiro, com 7,5%. No ranking global, os Estados Unidos lideraram com US$ 823 bilhões, seguidos por China (US$ 249 bilhões) e Japão (US$ 140 bilhões).
Quem eram as empresas do setor?
O estudo contou cerca de 19,4 mil empresas atuando em software e serviços no Brasil. Dessas, 5.294, ou 27,3%, tinham foco em desenvolvimento de software, e 95,5% das desenvolvedoras eram micro ou pequenas empresas.
Esse retrato ajuda a entender um traço do mercado de fornecedores no país: muitas empresas pequenas e especializadas, ao lado de poucos grupos grandes. Para quem contrata, isso significa muitas opções, mas também mais trabalho para avaliar capacidade de entrega e estabilidade de cada fornecedor.
Quais tendências o estudo apontou?
A ABES e a IDC também projetaram algumas frentes de crescimento para os anos seguintes:
- Nuvem pública: investimentos de US$ 2,3 bilhões em 2019, com crescimento de 35,5% ao ano até chegar a US$ 5,8 bilhões em 2022.
- Dispositivos: cerca de 38% do investimento em TI no país, com peso no crescimento de 2019.
- Inteligência artificial: 15,3% das médias e grandes empresas já citavam IA entre suas principais iniciativas de TI, número que o estudo esperava ver dobrar em quatro anos.
- Interfaces: a expectativa de que, até 2024, interfaces baseadas em IA e automação substituíssem um terço das telas de aplicativos.
O que isso significa hoje?
Os dados de 2018 mostram um mercado em que a maior parte dos fornecedores de software era formada por empresas pequenas e em que nuvem e IA já apareciam como prioridades. Para quem contrata hoje, a lição prática é avaliar o fornecedor pelo que ele entrega e sustenta, e não pelo tamanho: peça referências, entenda quem compõe a equipe e como o projeto será mantido depois da entrega. A Citeo reúne software houses com perfis verificados para comparação.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto o Brasil investiu em TI em 2018?
US$ 47,7 bilhões, com crescimento de 9,8% em relação a 2017, segundo o estudo da ABES com dados da IDC, divulgado em agosto de 2019.
Qual foi a participação do Brasil na América Latina?
O Brasil respondeu por 42,8% dos investimentos em TI da América Latina em 2018, à frente do México (20%) e da Argentina (7,5%).
Quantas empresas desenvolviam software no Brasil em 2018?
O estudo contou 5.294 empresas com foco em desenvolvimento de software, das quais 95,5% eram micro ou pequenas empresas.