Em 19 de setembro de 2017, o Google inaugurou a região southamerica-east1 do Google Cloud Platform, em São Paulo, com três zonas. Segundo o Google, a latência caiu de 80% a 95% para usuários no Brasil, no Chile e na Argentina, e empresas passaram a contratar de entidade local e pagar em reais.
Em 19 de setembro de 2017, o Google inaugurou em São Paulo a região southamerica-east1 do Google Cloud Platform (GCP), marcando a chegada de sua nuvem pública à América Latina. A região começou com três zonas e serviços de armazenamento, rede, big data e computação. Segundo o Google, citado pelo Baguete, a latência para usuários no Brasil, no Chile e na Argentina caiu de 80% a 95% em comparação com qualquer região do GCP nos Estados Unidos. Empresas da região passaram a poder armazenar e processar dados no Brasil, comprar de uma entidade local e pagar em reais.
Com a inauguração, o GCP passou a ter 12 regiões, 36 zonas e mais de 100 pontos de presença no mundo.
O que a região de São Paulo oferecia?
Segundo o DatacenterDynamics, os serviços disponíveis na região incluíam:
| Categoria | Serviços citados |
|---|---|
| Computação | App Engine, Compute Engine, Container Engine |
| Big data | Cloud Dataflow, Cloud Dataproc, Cloud Datalab |
| Armazenamento | Cloud Datastore, Cloud Storage, Cloud SQL, Persistent Disk |
| Rede | Autoscaler, Cloud DNS, Cloud Load Balancer, Cloud Virtual Network, Cloud VPN, Cloud Virtual Router |
Os clientes também podiam combinar os serviços de São Paulo com outros recursos do GCP, como Data Loss Prevention, Cloud Spanner e BigQuery, segundo o Baguete. O Google não divulgou o endereço exato da instalação, por segurança.
Quais vantagens o Google destacou?
- Latência menor: redução de 80% a 95% para Brasil, Chile e Argentina, em comparação com regiões dos EUA.
- Dados no país: armazenamento e processamento em território brasileiro.
- Cobrança em reais: segundo o DatacenterDynamics, o faturamento em reais simplificou e reduziu a tributação.
- Custo: em entrevista ao DatacenterDynamics em 2018, João Bolonha, do Google Cloud, afirmou que os custos caíam de 30% a 90%, conforme o serviço.
- Rede própria: segundo Bolonha, as regiões usavam 100% de conexões do Google.
O Baguete lembrou que Amazon e Microsoft já tinham data centers distribuídos globalmente, inclusive no Brasil, e enquadrou a chegada do Google como parte de um esforço para se aproximar desses concorrentes. O data center que o Google tinha no Chile desde 2012 atendia apenas produtos próprios da empresa, e não a nuvem.
Por que a chegada importava para empresas brasileiras?
A abertura da região ocorreu num ano em que a nuvem já crescia rápido no país: segundo ABES e IDC, os investimentos em SaaS e PaaS cresceram 47,4% em 2016. Para empresas brasileiras, uma nova região local trazia efeitos práticos:
- Desempenho: aplicações hospedadas no país respondem mais rápido para usuários brasileiros.
- Requisitos de residência de dados: setores regulados passaram a ter mais uma opção de nuvem com dados no Brasil.
- Gestão financeira: contratar em reais elimina parte do risco cambial.
- Concorrência: com três grandes provedores com presença local, a negociação de preço e condições ganhou alternativas.
Segundo o DatacenterDynamics, a demanda vinha tanto de empresas nativas digitais quanto de setores tradicionais e regulados com planos definidos de adoção de nuvem.
O que isso significa hoje para quem contrata nuvem e desenvolvimento?
Ao contratar uma software house ou empresa de infraestrutura, vale perguntar em que região os dados e sistemas ficarão hospedados, se há exigência legal ou contratual de residência de dados, como os custos variam entre regiões e se a solução evita dependência excessiva de um único provedor. A existência de várias regiões no Brasil permite desenhar arquiteturas com bom desempenho e menor exposição cambial.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quando o Google Cloud abriu a região de São Paulo?
A região southamerica-east1 do Google Cloud Platform foi inaugurada em 19 de setembro de 2017, em São Paulo, com três zonas. Foi a primeira região da plataforma na América Latina.
Quais as vantagens de usar a região de São Paulo do Google Cloud?
Segundo o Google, redução de latência de 80% a 95% para Brasil, Chile e Argentina em relação às regiões dos EUA, armazenamento e processamento de dados no Brasil e possibilidade de contratar de entidade local e pagar em reais.
O Google tinha data center no Chile antes de 2017?
Sim. Segundo o Baguete, o Google construiu um data center no Chile em 2012, mas ele atendia apenas produtos próprios da empresa e não fazia parte da rede do Google Cloud.