Em 2016, o Google disse pela primeira vez quais eram seus principais fatores de ranqueamento: conteúdo e links, empatados, e o RankBrain em terceiro. No mesmo ano, revelou que o sistema de aprendizado de máquina passara a processar todas as buscas, não só as inéditas.
Em 2016, o Google deu duas informações raras sobre como ordenava os resultados de busca. Primeiro, Andrey Lipattsev, estrategista sênior de qualidade de busca do Google, afirmou numa sessão de perguntas e respostas que os dois principais fatores de ranqueamento eram conteúdo e links, sem dizer qual pesava mais, e que o RankBrain vinha em terceiro. Depois, uma reportagem de Steven Levy no Backchannel, repercutida pelo Search Engine Land, revelou que o RankBrain, sistema de aprendizado de máquina apresentado em outubro de 2015, passara a participar de todas as buscas feitas no Google.
As duas revelações ajudaram a encerrar especulações e reforçaram uma orientação que o Google repetia havia anos: conteúdo relevante e reconhecido por outros sites continuava no centro.
O que o Google disse sobre os principais fatores?
Até então, o Google só havia dito, em outubro de 2015, que o RankBrain era o terceiro sinal mais importante, sem revelar os dois primeiros. Em 2016, Lipattsev respondeu à pergunta de forma direta, segundo o Search Engine Land: "É conteúdo. E são os links apontando para o seu site."
| Posição | Fator | Observação |
|---|---|---|
| 1º e 2º (empatados) | Conteúdo | Lipattsev não quis dizer qual dos dois pesava mais |
| 1º e 2º (empatados) | Links apontando para o site | Cada fator reúne vários subfatores |
| 3º | RankBrain | Sistema de aprendizado de máquina revelado em 2015 |
O próprio Search Engine Land ressaltou que o Google considera centenas de outros sinais e que cada um desses três reúne subfatores.
Como o RankBrain passou a atuar em todas as buscas?
Quando foi revelado, em 2015, o RankBrain era descrito como responsável por interpretar uma "grande fração" das cerca de 15% de buscas que o Google nunca tinha visto antes. Em 2016, segundo o Search Engine Land, o sistema passou a processar todas as consultas, que somavam mais de dois trilhões por ano.
Jeff Dean, do Google, citado na reportagem, disse que o RankBrain afetava o ranqueamento "provavelmente não em todas as consultas, mas em muitas". O Search Engine Land explicou o papel provável do sistema:
- Refinamento da consulta: reescrever uma busca pouco comum como uma equivalente mais popular e bem compreendida, o que muda os resultados.
- Sinal de ranqueamento: o Google também afirmava usá-lo como sinal direto de ordenação.
- Funcionamento pouco transparente: segundo a publicação, nem mesmo funcionários do Google entendiam completamente como o sistema chegava às suas decisões.
O que as revelações mudaram para o SEO?
Para profissionais de SEO, as declarações de 2016 tiveram efeitos práticos:
- Fim de uma especulação antiga: os dois fatores mais importantes eram os mesmos que o mercado já suspeitava, conteúdo e links.
- Menos espaço para truques: com aprendizado de máquina participando de todas as buscas, otimizações mecânicas de palavras-chave perdiam força.
- Ênfase em intenção de busca: se o sistema reescreve consultas, o importante é responder bem à intenção, não repetir a frase exata.
- Recomendação recorrente: a orientação do Search Engine Land foi concentrar esforços em conteúdo de qualidade, que é o que o RankBrain foi projetado para recompensar.
Por que isso é relevante para a visibilidade em IA?
A combinação de 2016, com conteúdo, links e um sistema de aprendizado de máquina interpretando a intenção da busca, antecipa a lógica atual dos assistentes de IA. Esses sistemas também precisam entender a pergunta, encontrar fontes confiáveis e escolher o que citar. Conteúdo claro e reconhecido por fontes externas segue sendo a base, agora também para GEO, a otimização para motores generativos.
O que isso significa hoje para quem contrata uma agência de SEO?
Ao avaliar uma agência de SEO, a lição de 2016 é desconfiar de promessas baseadas em atalhos. Vale perguntar como a agência planeja conteúdo a partir das perguntas reais do público, como conquista menções e links legítimos e como mede resultados além de posições para palavras-chave isoladas. Um plano que fala só de "otimização técnica" ou só de volume de textos ignora dois dos três fatores que o Google confirmou.
Fontes
Compare nota, avaliações verificadas e score, e fale direto com a empresa pela Citeo.
Perguntas frequentes
Quais eram os três principais fatores de ranqueamento do Google em 2016?
Segundo Andrey Lipattsev, do Google, citado pelo Search Engine Land, os dois principais eram conteúdo e links apontando para o site, empatados, e o terceiro era o RankBrain, sistema de aprendizado de máquina revelado em 2015.
O RankBrain passou a ser usado em todas as buscas?
Sim. Em 2016, segundo reportagem de Steven Levy repercutida pelo Search Engine Land, o RankBrain passou a processar todas as consultas do Google. Jeff Dean, do Google, ponderou que ele afetava o ranqueamento em muitas, mas provavelmente não em todas.
Como o RankBrain influencia os resultados?
Segundo o Search Engine Land, ele funciona principalmente como ferramenta de refinamento, reescrevendo buscas pouco comuns em equivalentes mais bem compreendidas, e também como sinal direto de ranqueamento.