Em 2016, serviços e telecomunicações responderam por 26,6% dos investimentos em software e serviços no Brasil, seguidos por finanças (24,5%) e indústria (21%), segundo ABES e IDC. O setor reunia 15.707 empresas, e mais de 95% das desenvolvedoras eram micro ou pequenas.
Em 2016, os maiores compradores de software e serviços de TI no Brasil eram os setores de serviços e telecomunicações, com 26,6% do investimento, finanças, com 24,5%, e indústria, com 21%, segundo o estudo "Mercado Brasileiro de Software: Panoramas e Tendências", da ABES com a IDC, divulgado em agosto de 2017. Do lado da oferta, o mercado reunia 15.707 empresas de software e serviços, e mais de 95% das dedicadas ao desenvolvimento de software eram micro ou pequenas, com menos de 99 funcionários.
Os números mostram um mercado em que poucos setores concentravam a demanda e milhares de pequenas empresas disputavam os projetos.
Quais setores mais investiam em software e serviços?
A tabela compara a participação de cada vertical no investimento em software e serviços em 2016 com a do levantamento anterior, divulgado em 2015 com dados de 2014.
| Setor | Participação em 2014 | Participação em 2016 |
|---|---|---|
| Serviços e telecomunicações | 26,1% | 26,6% |
| Finanças | 24,1% | 24,5% |
| Indústria | 22,5% | 21% |
| Comércio | 10,6% | 11,9% |
| Governo | 5,1% | 4,5% |
| Óleo e gás | 4,3% | 3,9% |
| Agronegócio | 2,1% | não informado |
Em 2016, serviços e telecomunicações somaram US$ 2,5 bilhões, alta de 3,6%. O setor financeiro teve queda de 2,9% e a indústria investiu cerca de US$ 2 bilhões. O agronegócio recuou 1,5%. O estudo de 2017 registrou a expectativa de que a safra recorde de grãos daquele ano revertesse a queda no investimento em software do agronegócio.
Quantas empresas atuavam no setor?
O estudo de 2017 contou 15.707 empresas no mercado de software e serviços em 2016:
- Empresas de software: 11.237
- Empresas de serviços de TI: 4.470
- Dedicadas ao desenvolvimento de software: 4.872, das quais mais de 95% eram micro ou pequenas
A reportagem da Convergência Digital observou que os números de empresas de software (11.237) e de empresas dedicadas ao desenvolvimento (4.872) aparecem em recortes diferentes. A edição anterior do estudo, com dados de 2015, havia contado cerca de 13.951 empresas.
Como o mercado evoluiu entre os dois levantamentos?
Os dois estudos permitem acompanhar algumas tendências, com a ressalva de que valores em dólar são afetados pelo câmbio:
- Posição mundial: o Brasil aparecia em 7º lugar em investimento em TI com dados de 2014 e em 9º em software e serviços com dados de 2016.
- Concentração regional: com dados de 2014, o Sudeste respondia por 60,67% do gasto em TI.
- Perfil das desenvolvedoras: nas duas edições, cerca de 95% das empresas de desenvolvimento eram micro ou pequenas.
- Nuvem: em 2016, os investimentos em SaaS e PaaS cresceram 47,4%, para US$ 746 milhões.
O que esse retrato dizia sobre contratação?
A combinação de demanda concentrada e oferta pulverizada tinha consequências práticas para quem contratava:
- Especialização vertical: com finanças, telecom e indústria liderando a demanda, fornecedores com experiência nesses setores tinham vantagem.
- Muitas opções pequenas: a maioria das software houses era de pequeno porte, o que exigia avaliar capacidade de entrega e continuidade.
- Setores com espaço: comércio e agronegócio tinham participações menores, mas com sinais de crescimento ou recuperação.
O que isso significa hoje para quem contrata uma software house?
O retrato de 2016 ajuda a calibrar a escolha de fornecedores. Ao contratar, vale perguntar se a software house já atendeu empresas do mesmo setor, pedir cases verificáveis e avaliar se o porte do fornecedor é compatível com o tamanho e o prazo do projeto. Num mercado com milhares de empresas pequenas, critérios explícitos de comparação ajudam a separar especialização real de discurso comercial.
Fontes
- Convergência Digital: Internet das Coisas cresce quase três dígitos e impulsiona o software (ago. 2017)
- DCD Brasil: Brasil lidera investimentos em TI na América Latina, afirma pesquisa (ago. 2015)
- IT Forum: Mercado de computação em nuvem cresce quase 50% no Brasil (ago. 2017)
- IT Forum: Mercado de TI no Brasil cresce 9,2% em 2015, aponta Abes
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Perguntas frequentes
Quais setores mais investiam em software no Brasil em 2016?
Segundo ABES e IDC, serviços e telecomunicações lideravam com 26,6% do investimento em software e serviços, seguidos por finanças, com 24,5%, e indústria, com 21%. Comércio tinha 11,9% e governo, 4,5%.
Quantas empresas de software existiam no Brasil em 2016?
O estudo da ABES com a IDC contou 15.707 empresas no mercado de software e serviços em 2016, sendo 11.237 de software e 4.470 de serviços de TI. Entre as 4.872 dedicadas ao desenvolvimento de software, mais de 95% eram micro ou pequenas.
O agronegócio investia em software em 2016?
Sim, mas com participação pequena e em queda: o investimento do setor recuou 1,5% em 2016. O estudo esperava que a safra recorde de grãos de 2017 revertesse essa queda.