Em novembro de 2016, o Google começou a testar a indexação mobile-first, em que a versão para celular de um site passa a ser a base para indexar, ranquear e gerar trechos nos resultados. A justificativa foi que a maioria das buscas já era feita em dispositivos móveis. A expansão começou em dezembro de 2017.
Em novembro de 2016, o Google anunciou que começaria a testar a chamada indexação mobile-first: em vez de avaliar principalmente a versão para computador de uma página, seus sistemas passariam a usar sobretudo a versão para celular para indexar, ranquear e gerar os trechos exibidos nos resultados de busca. Segundo o eWeek, que repercutiu o post de Doantam Phan, gerente de produto do Google, a justificativa foi direta: "Hoje, a maioria das pessoas pesquisa no Google usando um dispositivo móvel." A mudança seria gradual, começando com testes em pequena escala.
Em dezembro de 2017, o Google informou que a expansão havia começado com um pequeno número de sites, num processo lento e por fases.
O que exatamente mudava?
Até então, os sistemas de ranqueamento do Google avaliavam, em geral, a versão desktop de uma página. Com a indexação mobile-first:
- Índice único: o Google continuaria com um único índice de sites e aplicativos.
- Versão móvel como base: os algoritmos passariam a usar principalmente a versão para celular para indexação, ranqueamento e trechos de resultado.
- Rastreamento pelo Googlebot para smartphone: sites deveriam esperar muito mais rastreamento pelo robô móvel.
- Sites só desktop não seriam excluídos: continuariam indexados normalmente, mas vistos com um agente de usuário móvel.
O que o Google recomendou?
| Situação do site | Recomendação divulgada em 2016 e 2017 |
|---|---|
| Responsivo, com o mesmo conteúdo e marcação no desktop e no celular | Pouco impacto esperado |
| Versões diferentes para desktop e celular | Servir dados estruturados nas duas versões e garantir conteúdo equivalente |
| Dados estruturados | Conferir com a ferramenta de teste do Google e apontar URLs para a versão móvel |
| Search Console | Verificar também a versão móvel, se só a desktop estivesse cadastrada |
| Acesso do robô | Confirmar que o Googlebot consegue acessar a versão móvel, inclusive pelo robots.txt |
| Metadados | Manter títulos e descrições equivalentes nas duas versões |
Phan também ponderou que um site desktop funcionando bem era melhor do que uma versão móvel quebrada ou incompleta, e que os donos de sites deveriam lançar a versão móvel apenas quando ela estivesse pronta.
Como a mudança se encaixava na história do Google?
A indexação mobile-first foi o passo seguinte de uma sequência iniciada anos antes. Em abril de 2015, a atualização mobile-friendly, apelidada de Mobilegeddon, passou a favorecer páginas adaptadas nas buscas feitas em celulares. Em maio de 2016, segundo o Search Engine Journal, o Google reforçou o peso desse sinal. Com o anúncio de novembro de 2016, a versão para celular deixava de ser apenas um fator de ranqueamento e passava a ser a principal referência do índice.
- 2015: compatibilidade com celular vira fator nas buscas móveis.
- 2016: o sinal é reforçado e a indexação mobile-first é anunciada.
- 2017: começa a expansão gradual para um pequeno número de sites.
Por que isso preocupou empresas com sites antigos?
Muitas empresas mantinham versões móveis simplificadas, com menos texto, menos imagens ou sem dados estruturados. Com a nova lógica, o conteúdo que existisse apenas na versão desktop poderia deixar de ser considerado. O risco era perder visibilidade não por falta de conteúdo, mas por ele não estar disponível na versão que o Google passaria a ler.
O que isso significa hoje para quem contrata SEO e desenvolvimento?
O anúncio de 2016 consolidou um princípio que vale também para assistentes de IA: o que importa é o conteúdo efetivamente acessível na versão que o sistema lê. Ao contratar uma agência de SEO ou uma software house, vale exigir paridade de conteúdo, dados estruturados e metadados entre versões, teste de acesso dos robôs e monitoramento no Search Console. Sites responsivos, com uma única versão para todos os dispositivos, reduzem esse risco.
Fontes
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Perguntas frequentes
O que é indexação mobile-first?
É a prática, anunciada pelo Google em novembro de 2016, de usar principalmente a versão para celular de um site para indexar, ranquear e gerar os trechos exibidos nos resultados de busca, em vez da versão para computador.
Por que o Google adotou a indexação mobile-first?
Segundo Doantam Phan, do Google, porque a maioria das pessoas já pesquisava no Google usando dispositivos móveis, enquanto os sistemas de ranqueamento ainda avaliavam principalmente a versão desktop das páginas.
Sites sem versão móvel deixaram de aparecer no Google?
Não. Segundo o Google, sites apenas com versão desktop continuariam a ser rastreados, indexados e ranqueados, embora o rastreamento pudesse ser feito pelo robô para smartphone.