Em 2015 o Brasil investiu US$ 59,9 bilhões em TI, 45% do total da América Latina, segundo ABES e IDC. Software somou US$ 12,3 bilhões e serviços US$ 14,3 bilhões. O país tinha cerca de 13.951 empresas de software e serviços, quase todas micro e pequenas.
Em 2015, o mercado brasileiro de tecnologia da informação movimentou US$ 59,9 bilhões, o equivalente a 45% de todo o investimento em TI da América Latina, segundo o estudo anual da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) feito com a consultoria IDC. Software e serviços, somados, chegaram a cerca de US$ 27 bilhões, o que colocava o Brasil em 8º lugar no mundo nesse recorte. O setor era formado por cerca de 13.951 empresas, a grande maioria de micro e pequeno porte.
O estudo foi publicado em junho de 2016 e é a fotografia mais completa disponível do mercado naquele ano. Este artigo resume os números principais e o que eles diziam sobre quem vendia software no país.
Qual era o tamanho do mercado em 2015?
O levantamento separa o mercado de TI em três grandes blocos. A tabela mostra os valores e o crescimento de cada um em relação a 2014.
| Segmento (Brasil, 2015) | Valor | Crescimento sobre 2014 |
|---|---|---|
| Hardware | US$ 33,4 bilhões | 6,3% |
| Serviços | US$ 14,3 bilhões | 8,2% |
| Software | US$ 12,3 bilhões | 30,2% |
| Total de TI | US$ 59,9 bilhões | 9,2% |
Quando se soma telecomunicações, o investimento em TIC (tecnologia da informação e comunicação) no Brasil chegou a US$ 152 bilhões, alta de 4,3%. Com isso, o país caiu uma posição no ranking mundial e ficou em 6º lugar, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido e Alemanha.
Na América Latina, o Brasil respondia por 45% do investimento em TI da região, que somava US$ 133 bilhões. O México vinha em seguida, com 20%, e a Colômbia, com 8%.
Como o crescimento evoluiu nos anos anteriores?
O estudo da ABES traz a série de crescimento do mercado de TI, que ajuda a ver 2015 em contexto:
- 2011: 12,4%
- 2012: 26,7%
- 2013: 15,4%
- 2014: 6,7%
- 2015: 9,2%
A retomada de 2015 em relação a 2014 aconteceu num ano de forte recessão, o que reforçou a leitura de que software ganhava peso dentro dos orçamentos. A projeção para 2016, porém, era de crescimento de apenas 3%.
Quem eram as empresas do setor?
O levantamento contou cerca de 13.951 empresas atuando no mercado de software e serviços em 2015, divididas por atividade principal:
- Distribuição e comercialização: 41,1%
- Desenvolvimento e produção: 31,6%
- Prestação de serviços: 27,3%
Entre as 4.408 empresas de desenvolvimento e produção, o perfil era de negócios pequenos: 45,62% eram microempresas, 49,02% pequenas, 4,33% médias e apenas 1,03% grandes. Ou seja, quase 95% de quem desenvolvia software no Brasil tinha porte micro ou pequeno.
Geograficamente, o mercado era concentrado. O Sudeste respondia por 60,44% do total, seguido pelo Nordeste, com 10,72%, e pelo Centro-Oeste, com 10,64%.
O que o estudo dizia sobre o futuro próximo?
As tendências listadas para 2016 indicavam para onde o mercado se movia:
- Transformação digital: 54% das médias e grandes empresas planejavam investir nesse tipo de projeto.
- Nuvem: adoção crescendo cerca de 20% ao ano até o fim da década.
- Internet das coisas: mercado estimado em US$ 4,1 bilhões no Brasil.
- Segurança: gasto crescendo ao menos 2% dentro do orçamento total de TI.
- Mobilidade: cerca de 50% das empresas restringiriam o uso de dispositivos pessoais no trabalho (BYOD).
Jorge Sukarie, presidente do conselho da ABES, defendeu na divulgação que o uso de tecnologia poderia trazer ao Brasil ganhos de produtividade e competitividade.
O que isso significa hoje para quem contrata uma software house?
A predominância de micro e pequenas empresas entre as desenvolvedoras, já visível em 2015, continua relevante para quem contrata. Um mercado pulverizado oferece muitas opções e especializações de nicho, mas exige mais cuidado na avaliação: porte, portfólio verificável, capacidade de sustentação após a entrega e saúde financeira do fornecedor passam a pesar tanto quanto o preço. Comparar fornecedores por critérios explícitos, e não apenas por indicação, é a forma de navegar um setor com milhares de empresas pequenas.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto o Brasil investiu em TI em 2015?
Segundo o estudo da ABES com a IDC, o Brasil investiu US$ 59,9 bilhões em TI em 2015, somando hardware, software e serviços. O valor representava 45% do investimento em TI da América Latina. Incluindo telecomunicações, o total de TIC chegou a US$ 152 bilhões.
Quantas empresas de software existiam no Brasil em 2015?
O levantamento da ABES contou cerca de 13.951 empresas no mercado de software e serviços. Dessas, 4.408 se dedicavam a desenvolvimento e produção, e quase 95% delas eram micro ou pequenas empresas.
Qual era a posição do Brasil no ranking mundial de TI em 2015?
No investimento em TIC, que inclui telecomunicações, o Brasil ficou em 6º lugar no mundo, com US$ 152 bilhões, uma posição abaixo do ano anterior. No recorte de software e serviços, o país aparecia em 8º, com cerca de US$ 27 bilhões.