Segundo a TIC Domicílios 2025, 52% dos usuários de internet no Brasil compraram online. Pela PAC 2024 do IBGE, 9,9% da receita do varejo com 20 ou mais pessoas veio da internet. A ABComm estima faturamento acima de R$ 230 bilhões em 2025. Cada número mede um recorte diferente.
O comércio eletrônico já faz parte da rotina de metade dos brasileiros conectados, mas ainda é uma fatia pequena da receita do varejo. Segundo a TIC Domicílios 2025, do Cetic.br, 52% dos usuários de internet compraram produtos ou serviços online. Pela Pesquisa Anual de Comércio 2024, do IBGE, 9,9% da receita das empresas do varejo com 20 ou mais pessoas ocupadas veio de vendas pela internet. A ABComm estima que o setor faturou mais de R$ 230 bilhões em 2025.
Quais fontes públicas medem o e-commerce brasileiro?
Há três tipos de fonte, com propósitos diferentes:
- Pesquisas oficiais com consumidores e empresas. A TIC Domicílios e a TIC Empresas, do Cetic.br/NIC.br, medem quem compra e quem vende pela internet. A Pesquisa Anual de Comércio (PAC), do IBGE, mede quanto da receita do comércio vem do canal online.
- Estimativas de associações e institutos de mercado. A ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) e a Ebit | Nielsen publicam estimativas de faturamento e de número de consumidores. São referências frequentes na imprensa para o tamanho do mercado em reais.
- Relatórios de plataformas. Empresas de tecnologia para lojas virtuais publicam dados da própria base de clientes. São úteis para ver comportamento de pequenos e médios lojistas, mas não representam o mercado inteiro.
Quanto o e-commerce representa no Brasil?
A tabela reúne os principais indicadores, com a fonte e o recorte de cada um.
| Indicador | Resultado | Ano de referência | Fonte |
|---|---|---|---|
| Usuários de internet que compraram online | 52% | 2025 | Cetic.br, TIC Domicílios 2025 |
| Usuários de internet (10 anos ou mais) | 157 milhões, 85% da população | 2025 | Cetic.br, TIC Domicílios 2025 |
| Usuários de internet que fizeram pagamentos ou transferências por Pix | 75% | 2025 | Cetic.br, TIC Domicílios 2025 |
| Receita do varejo vinda de vendas pela internet (empresas com 20+ pessoas) | 9,9% | 2024 | IBGE, PAC 2024 |
| Receita das lojas de departamento vinda de vendas online | 49,6% | 2024 | IBGE, PAC 2024 |
| Empresas (10+ pessoas) que compraram pela internet | 78% | 2025 | Cetic.br, TIC Empresas 2025 |
| Faturamento estimado do e-commerce | mais de R$ 230 bilhões | 2025 | ABComm, citada pela imprensa |
| Crescimento anual estimado do e-commerce | próximo de 15% | 2025 | ABComm, citada pela imprensa |
| Consumidores digitais ativos | mais de 90 milhões | 2025 | Ebit | Nielsen, citada pela imprensa |
Os números se complementam. A demanda é ampla: metade dos usuários de internet já compra online. A oferta, porém, ainda depende muito da loja física: no varejo de maior porte, apenas um real em cada dez de receita vem da internet. A exceção são as lojas de departamento, em que quase metade da receita é online.
Como pagam os compradores online?
O Pix mudou a forma de pagar. Na TIC Domicílios 2025, 75% dos usuários de internet relataram ter feito pagamentos ou transferências por Pix, embora o indicador não seja específico de compras online. Na base de lojas da Nuvemshop, o relatório NuvemCommerce 2026 registrou o Pix em 49% das transações em 2025, o cartão de crédito em 45% e o boleto em menos de 1%.
O mesmo relatório, feito com mais de 1.500 lojistas da plataforma, aponta ticket médio de R$ 262 em 2025, alta de 6% sobre 2024, e mostra a dependência das redes sociais: Instagram presente em 95% das lojas, WhatsApp usado como canal complementar por 73% e TikTok por 24%.
Onde está concentrado o comércio?
No Sudeste, como quase toda a atividade econômica. Pela PAC 2024, o Sudeste respondeu por 48,0% da receita bruta de revenda do comércio, seguido por Sul (20,4%), Nordeste (15,1%), Centro-Oeste (11,1%) e Norte (5,4%). São Paulo, sozinho, concentrou 28,7% da receita bruta comercial do país. Na base da Nuvemshop, 45% das lojas respondentes estão sediadas em São Paulo.
Entre as empresas, a compra pela internet também varia por região: 81% no Sudeste, 78% no Nordeste, 76% no Sul, 69% no Norte e 66% no Centro-Oeste, segundo a TIC Empresas 2025.
Como usar esses dados para planejar o investimento digital?
Os números ajudam a responder perguntas concretas de planejamento:
- O meu público compra online? Com 52% dos usuários de internet comprando pela rede, a resposta tende a ser sim, mas varie a análise por idade, renda e região do seu cliente.
- Quanto da minha receita pode vir do digital? A média de 9,9% no varejo de maior porte é um ponto de partida, não uma meta. Setores como lojas de departamento já passam de 49%.
- Preciso de loja própria ou basta rede social? A dependência de Instagram e WhatsApp é alta entre pequenos lojistas. Loja própria dá controle sobre dados, medição e margem.
- Quais meios de pagamento oferecer? Pix e cartão de crédito somaram 94% das transações na base analisada pela Nuvemshop.
- Onde investir em mídia? Antes de aumentar a verba, confira se o site converte. O artigo de landing pages que convertem lista o essencial, e o de mídia paga ou orgânico ajuda a dividir o orçamento.
Para o investimento em anúncios, o artigo sobre publicidade digital no Brasil reúne os dados públicos disponíveis.
Como ler esses números
Cada fonte mede uma coisa, e misturá-las leva a erros:
- Percentual de pessoas não é percentual de vendas. Os 52% da TIC Domicílios dizem quantos usuários compraram, não quanto gastaram.
- Recorte de empresas da PAC. O dado de 9,9% considera apenas empresas do varejo com 20 ou mais pessoas ocupadas. Pequenos lojistas e vendedores em marketplaces ficam fora.
- Nova série da PAC. A partir de 2024, o IBGE ampliou o âmbito geográfico da pesquisa na região Norte. Comparações com anos anteriores exigem cautela.
- Estimativas de associações. O faturamento da ABComm e o número de consumidores da Ebit foram obtidos em reportagem que cita as entidades. Não conseguimos consultar o relatório original de cada uma, e as metodologias não estão descritas na matéria.
- Bases de plataforma. O NuvemCommerce reflete lojistas de uma única plataforma, com predomínio de moda (46% dos respondentes). Não é amostra do e-commerce nacional.
- Pix não é só compra. O indicador de 75% de uso de Pix inclui qualquer pagamento ou transferência, não apenas compras online.
Próximo passo
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Fontes
- Cetic.br — TIC Domicílios 2025, resumo executivo (PDF) — 52% de compradores online, 157 milhões de usuários e 75% de uso de Pix
- IBGE — Comércio emprega 10,6 milhões de pessoas e gera R$ 7,7 trilhões em 2024 (PAC 2024) — 9,9% da receita do varejo pela internet, lojas de departamento e distribuição regional
- Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador E1: empresas que compraram pela internet — 78% no total e recortes por porte e região
- ABC da Comunicação — E-commerce supera R$ 230 bi em 2025 (14/02/2026) — estimativas da ABComm e da Ebit citadas na reportagem
- Nuvemshop — NuvemCommerce 2026 (PDF) — meios de pagamento, ticket médio, canais e perfil dos lojistas da plataforma
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Perguntas frequentes
Quantos brasileiros compram pela internet?
Segundo a TIC Domicílios 2025, do Cetic.br, 52% dos usuários de internet com 10 anos ou mais compraram produtos ou serviços online. O país tinha cerca de 157 milhões de usuários de internet em 2025.
Quanto o e-commerce faturou no Brasil em 2025?
A ABComm estima faturamento acima de R$ 230 bilhões em 2025, com crescimento próximo de 15%, segundo reportagem que cita a entidade. É uma estimativa de associação, não uma estatística oficial.
Qual a participação do e-commerce no varejo brasileiro?
Pela Pesquisa Anual de Comércio 2024, do IBGE, 9,9% da receita das empresas do varejo com 20 ou mais pessoas ocupadas veio de vendas pela internet. Nas lojas de departamento, a participação chegou a 49,6%.
Qual o meio de pagamento mais usado no e-commerce?
Na base de lojas da Nuvemshop, o Pix respondeu por 49% das transações em 2025, à frente do cartão de crédito, com 45%, segundo o NuvemCommerce 2026. O dado reflete apenas os lojistas da plataforma.
Onde se concentra o comércio no Brasil?
No Sudeste, com 48,0% da receita bruta de revenda do comércio em 2024, segundo a PAC do IBGE. São Paulo concentrou 28,7% da receita bruta comercial do país.