IA na prática

LGPD e IA generativa: cuidados com dados ao contratar um projeto

Resposta rápida

Ao contratar um projeto de IA generativa, mapeie quais dados pessoais serão usados e com que finalidade, minimize e anonimize o que puder, confirme onde os dados são processados e se podem treinar modelos de terceiros, e formalize tudo em contrato com apoio do jurídico ou do DPO.

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Perguntas frequentes

Posso enviar dados de clientes para uma ferramenta de IA generativa?

Depende da finalidade, da base legal, da configuração da ferramenta e do contrato com o provedor. Em muitos casos, é possível reduzir o risco com minimização e anonimização antes do envio. A avaliação do caso concreto deve ser feita com o jurídico ou o encarregado de dados da empresa.

O fornecedor de IA é controlador ou operador dos dados?

Na maioria dos projetos sob encomenda, o fornecedor atua como operador, tratando dados conforme as instruções da empresa contratante. Mas há situações em que ele decide sobre o tratamento e pode assumir outro papel. Por isso, os papéis devem ser analisados caso a caso e registrados no contrato.

Registros de conversa com um chatbot são dados pessoais?

Podem ser, sempre que permitirem identificar uma pessoa, seja pelo nome, por um documento ou pelo contexto da conversa. Nesse caso, valem as regras da LGPD sobre finalidade, segurança e retenção. Definir um prazo de guarda e restringir o acesso a esses registros é uma boa prática.

Preciso de um relatório de impacto à proteção de dados para um projeto de IA?

Nem todo projeto exige formalmente, mas o documento é recomendável quando há dados sensíveis, grande volume de dados pessoais ou decisões automatizadas que afetam pessoas. Ele ajuda a identificar riscos cedo e a demonstrar responsabilidade. O jurídico ou o DPO pode indicar quando ele é necessário no seu caso.

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