O Pix por aproximação estreou em 28 de fevereiro de 2025, só no Android, pela carteira Google Pay, com limite padrão de R$ 500 por transação, 12 bancos e 15 credenciadoras. O iPhone ficou de fora porque a Apple cobra pelo uso do chip NFC, o que tornava o serviço inviável.
O Pix por aproximação começou a funcionar em 28 de fevereiro de 2025, permitindo pagar com Pix encostando o celular na maquininha, como se faz com cartões. Na estreia, o recurso só estava disponível em aparelhos Android, por meio da carteira digital Google Pay, a única autorizada pelo Banco Central naquele momento. O limite padrão foi de R$ 500 por transação. O iPhone ficou de fora porque a Apple cobra pelo uso do chip NFC, segundo o Poder360.
Como funcionava na estreia?
Segundo o Poder360, o uso seguia passos simples:
- O usuário vinculava uma conta bancária ao Google Pay.
- Na loja, o comerciante escolhia Pix na maquininha, que exibia um QR Code.
- O cliente desbloqueava o celular, aproximava da maquininha e escolhia um dos bancos vinculados na carteira.
- A transação seguia os passos de confirmação do Pix na carteira.
O limite padrão de R$ 500 por transação podia ser alterado pelo cliente, por transação ou por dia.
Quem participava?
| Participantes na estreia | Lista |
|---|---|
| Bancos (12) | Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, BTG, Nubank, Digio, Sicredi, C6 Bank, PicPay, Original e Inter |
| Credenciadoras e maquininhas (15) | Rede, Cielo, Getnet, C6, PagBank, Stone, SumUp, Fiserv, Safra Pay, Sicredi, Azulzinha, Mercado Pago, PicPay, bemobi e Bin |
| Carteira digital | Google Pay, a única registrada no BC naquele momento |
O Poder360 informou que o Samsung Pay não estava registrado no Banco Central e que o Apple Pay não estava disponível.
Por que o iPhone ficou de fora?
Segundo o Poder360, a Apple cobra pelo uso do chip NFC, a "antena" que permite pagamentos por aproximação. Como o Pix é gratuito para os usuários, esse custo não poderia ser repassado ao consumidor, o que tornava o serviço inviável nos aparelhos da Apple naquele momento.
O que a novidade mudou para o comércio?
O Pix por aproximação aproximou a experiência do Pix da experiência do cartão no varejo físico. Para lojistas e empresas de tecnologia, os pontos de atenção eram:
- confirmar se a maquininha e o sistema de ponto de venda aceitavam a modalidade;
- implementar e testar o novo fluxo em aplicativos de pagamento e carteiras;
- a comunicação no ponto de venda passou a precisar explicar a opção ao cliente;
- a cobertura incompleta, sem iPhone, exigiu manter as outras formas de pagamento.
Como o Pix se transformou em 2025?
O Pix por aproximação foi uma das novidades do ano, ao lado do Pix Automático, que estreou em 16 de junho para pagamentos recorrentes. Em julho, o Pix também entrou na pauta da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra práticas brasileiras, o que mostrou o peso que o sistema ganhou.
O que observar ao oferecer a modalidade?
Para o comércio, vale confirmar com a credenciadora se a maquininha já está habilitada e orientar a equipe de caixa sobre o fluxo, que começa com a escolha do Pix no terminal.
O que isso significa hoje?
Em 2026, quem desenvolve ou contrata soluções de pagamento deve tratar o Pix como uma família de modalidades, com QR Code, aproximação, agendamento e cobrança recorrente. Ao contratar uma software house para um aplicativo ou sistema de varejo, peça que a proposta explique quais modalidades serão suportadas e como o sistema será atualizado conforme o Banco Central amplia o arranjo.
Fontes
- Poder360: Pix por aproximação estreia com Apple de fora; entenda (28/02/2025)
- Baguete: Pix por aproximação começa a valer no Carnaval
- Forbes Brasil: BC lança Pix por aproximação para Google Pay, mas bancos antecipam ferramenta (11/2024)
- Gazeta do Povo: Pix vira alvo em investigação do governo dos EUA contra o Brasil
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Perguntas frequentes
Quando o Pix por aproximação começou?
Em 28 de fevereiro de 2025, disponível em celulares Android por meio da carteira Google Pay.
Qual era o limite do Pix por aproximação?
O limite padrão foi de R$ 500 por transação, com possibilidade de o cliente definir outro valor por transação ou por dia.
Por que não funcionava no iPhone?
Segundo o Poder360, porque a Apple cobra pelo uso do chip NFC, e como o Pix é gratuito para o usuário, o custo não poderia ser repassado, o que tornava o serviço inviável nos aparelhos da Apple.