Em 2 de setembro de 2025, o juiz Amit Mehta definiu as punições ao Google pelo monopólio na busca: a empresa não precisaria vender o Chrome nem o Android, mas ficou proibida de firmar contratos de exclusividade para Busca, Chrome, Assistente e Gemini, e terá de compartilhar dados de busca com concorrentes.
Em 2 de setembro de 2025, o juiz federal Amit Mehta, de Washington, definiu as medidas corretivas no processo em que o Google havia sido considerado monopolista na busca, em agosto de 2024. A decisão rejeitou a venda do Chrome e não determinou a venda do Android. Em compensação, proibiu o Google de firmar contratos de exclusividade para Google Search, Chrome, Google Assistente e Gemini e determinou que a empresa compartilhe parte dos dados de busca com concorrentes. O Google anunciou que recorreria.
O que o juiz decidiu?
| Medida pedida ou discutida | Decisão de 2 de setembro de 2025 |
|---|---|
| Venda do Chrome | Rejeitada: "O Google não será obrigado a alienar o Chrome" |
| Venda condicional do Android | Não determinada |
| Contratos de exclusividade | Proibidos para Busca, Chrome, Assistente e Gemini |
| Pré-instalação de concorrentes | Fabricantes podem pré-instalar buscadores, navegadores ou assistentes rivais |
| Compartilhamento de dados | Google deve compartilhar dados ligados à busca, como histórico e métricas, com concorrentes |
Segundo o Canaltech, o juiz não exigiu o compartilhamento de todos os dados pedidos e observou que, mesmo com esse acesso, não seria fácil copiar a busca do Google.
Como a IA entrou no caso?
A inteligência artificial teve papel no debate. Segundo o Canaltech, OpenAI e Perplexity manifestaram interesse em comprar o Chrome durante o julgamento, e o Google argumentou que o avanço da IA ajudava sua defesa, porque a concorrência seria "intensa". A inclusão do Gemini entre os produtos sujeitos à proibição de exclusividade mostrou que as regras alcançavam também os assistentes de IA.
Como o mercado reagiu?
As ações da Alphabet subiram mais de 6,5% nas negociações antes da abertura do mercado após a decisão, segundo o Canaltech. O Departamento de Justiça havia proposto a venda do Chrome e de parte do negócio de tecnologia de anúncios, conforme o Meio & Mensagem, e a decisão não adotou a venda do navegador.
O que mais estava em jogo?
O Google enfrentava em paralelo outro processo nos EUA, sobre monopólio em tecnologia de publicidade. Em abril de 2025, uma corte havia concluído que a empresa mantinha monopólio em partes desse mercado, principalmente em servidores de anúncios para editores e em bolsas de anúncios, segundo o Meio & Mensagem. As medidas para esse caso seriam discutidas em novo julgamento, previsto para setembro.
Por que a decisão importa para o marketing digital?
Para anunciantes e agências, a decisão manteve a estrutura do Google praticamente intacta no curto prazo. Mas abriu possibilidades que podem mudar a distribuição da busca ao longo do tempo:
- fabricantes de celulares podem oferecer buscadores e assistentes concorrentes em posição de destaque;
- concorrentes com acesso a dados de busca podem melhorar seus produtos;
- assistentes de IA ganham espaço para disputar a posição de porta de entrada da web.
O que isso significa hoje?
Em 2026, as regras definidas em 2025 abrem espaço para que a distribuição da busca fique mais disputada, ainda que o Google siga dominante. Para empresas, a recomendação é diversificar a presença: além do Google, acompanhar como a marca aparece em assistentes de IA e em outros buscadores. Uma agência de SEO e GEO pode incluir essas plataformas no diagnóstico.
Fontes
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Perguntas frequentes
O Google teve de vender o Chrome?
Não. Em 2 de setembro de 2025, o juiz Amit Mehta rejeitou a venda do Chrome e também não determinou a venda condicional do Android.
O que o Google ficou proibido de fazer?
De firmar contratos de exclusividade para Google Search, Chrome, Google Assistente e Gemini. Fabricantes passaram a poder pré-instalar produtos concorrentes.
O Google recorreu?
O Google informou que recorreria das decisões, segundo reportagem da CNBC citada pelo Meio & Mensagem.