O X ficou suspenso no Brasil de 30 de agosto a 8 de outubro de 2024, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após não indicar representante legal. Voltou depois de pagar R$ 28,6 milhões em multas. No período, o Bluesky ganhou 1 milhão de usuários em três dias.
A rede social X, antigo Twitter, ficou suspensa no Brasil por 39 dias em 2024, de 30 de agosto a 8 de outubro. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF, depois que a empresa descumpriu a determinação de indicar um representante legal no país em 24 horas. O retorno foi autorizado depois que o X pagou R$ 28,6 milhões em multas. Para marcas e agências, o episódio mostrou na prática o risco de depender de uma única plataforma.
Como foi a cronologia da suspensão?
A cronologia abaixo segue o levantamento publicado pela Folha de Pernambuco.
| Data | Fato |
|---|---|
| 29/08/2024 | Moraes bloqueia contas da Starlink no Brasil para garantir pagamento de multas |
| 30/08/2024 | Moraes determina a suspensão do X por falta de representante legal |
| 02/09/2024 | Primeira Turma do STF confirma a decisão por unanimidade |
| 13/09/2024 | R$ 18,3 milhões bloqueados de X e Starlink são transferidos à União |
| 18/09/2024 | X volta a ficar acessível; Anatel diz que a plataforma agiu para driblar o bloqueio |
| 19/09/2024 | Multa de R$ 5 milhões por dia ao X, com responsabilidade solidária da Starlink |
| 01/10/2024 | X informa que pagará R$ 28,6 milhões em multas |
| 08/10/2024 | Moraes autoriza o retorno imediato, após 39 dias |
Para onde foram os usuários?
O principal beneficiado imediato foi o Bluesky. Segundo o Olhar Digital, a empresa anunciou em 2 de setembro de 2024 ter ganhado um milhão de novos usuários em cerca de três dias, com forte presença brasileira. Reportagens do Diário do Nordeste naquela semana informaram que o português havia se tornado a língua mais falada na plataforma e que a rede havia ganhado quase 2 milhões de usuários brasileiros após a suspensão.
O Threads, da Meta, também foi apontado pela imprensa como alternativa, como mostrou o Metrópoles ao comparar as duas redes, mas sem números consolidados de migração.
Que efeitos o episódio teve para marcas e agências?
Durante as semanas de bloqueio, equipes de marketing tiveram de lidar com situações concretas:
- campanhas e perfis de atendimento no X ficaram inacessíveis para o público brasileiro;
- relatórios de mídia social passaram a ter um "buraco" de mais de um mês, dificultando comparações;
- empresas que usavam o X como canal principal de avisos e atendimento precisaram redirecionar o público;
- perfis de marca tiveram de recomeçar do zero em redes novas, como o Bluesky.
Que lições ficaram para o planejamento digital?
O caso transformou um risco teórico, o de uma plataforma sair do ar por decisão judicial, em experiência real. As lições mais citadas no mercado foram três:
- Ter canais próprios, como site, e-mail e listas de contato, que não dependem de regras de terceiros.
- Distribuir a presença social em mais de uma rede, de acordo com o público.
- Documentar planos de contingência para comunicação de crise e atendimento.
O que isso significa hoje?
Em 2026, quem contrata uma agência de marketing pode usar o episódio como critério: o plano proposto prevê o que fazer se um canal relevante ficar indisponível? Uma estratégia saudável combina redes sociais com canais próprios e com presença em buscadores e assistentes de IA, que dependem do conteúdo publicado no site da empresa.
Fontes
- Folha de Pernambuco: Da derrubada ao retorno autorizado por Moraes, a cronologia dos 39 dias sem X
- Olhar Digital: Concorrente do X, Bluesky teve um milhão de novos usuários em três dias (02/09/2024)
- Diário do Nordeste: Após suspensão do X, Bluesky ganha quase 2 milhões de usuários brasileiros
- Diário do Nordeste: Após bloqueio do X, Bluesky ganha 1 milhão de usuários em 3 dias e português é a língua mais falada
- Metrópoles: Bluesky ou Threads? Entenda a diferença das redes após suspensão do X
- O Povo: Moraes manda suspender o X de forma imediata do Brasil (30/08/2024)
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Perguntas frequentes
Por que o X foi suspenso no Brasil em 2024?
Porque a empresa descumpriu a ordem do ministro Alexandre de Moraes de indicar um representante legal no país em 24 horas. A suspensão foi determinada em 30 de agosto de 2024 e confirmada pela Primeira Turma do STF.
Quanto tempo o X ficou fora do ar?
Trinta e nove dias. O retorno foi autorizado em 8 de outubro de 2024, depois do pagamento de R$ 28,6 milhões em multas e de manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Para onde migraram os usuários brasileiros?
O Bluesky foi o destino mais visível: anunciou um milhão de novos usuários em cerca de três dias logo após a suspensão, com grande participação de brasileiros.