Em novembro de 2018, o iFood anunciou aporte de US$ 500 milhões de Naspers, Innova Capital, Movile e Just Eat. A empresa tinha 10,8 milhões de pedidos em outubro, 50 mil restaurantes e presença em 483 cidades, e prometia investir em logística e inteligência artificial.
Em 13 de novembro de 2018, o iFood anunciou um aporte de US$ 500 milhões, vindo de seus acionistas Naspers, Innova Capital, Movile e Just Eat. Fabrício Bloisi, presidente da Movile, controladora do iFood, chamou a operação de o maior aporte privado já feito no Brasil em uma empresa de tecnologia. Na época, o aplicativo processava 10,8 milhões de pedidos por mês, tinha 50 mil restaurantes cadastrados e estava em 483 cidades. O dinheiro seria usado em expansão, tecnologia, logística e inteligência artificial.
Quais eram os números do iFood em 2018?
Os dados abaixo foram divulgados pela empresa e publicados pela Mobile Time no dia do anúncio:
| Indicador | Valor informado em novembro de 2018 |
|---|---|
| Aporte anunciado | US$ 500 milhões |
| Captação nos cinco anos anteriores | cerca de US$ 100 milhões |
| Pedidos em outubro de 2018 | 10,8 milhões |
| Pedidos esperados em novembro de 2018 | mais de 12 milhões |
| Restaurantes cadastrados | 50 mil (eram 27 mil 12 meses antes) |
| Cidades atendidas | 483 |
| Meta de longo prazo | 100 milhões de entregas por mês |
A empresa planejava dobrar o número de cidades atendidas ao longo de 2019. Os recursos seriam aplicados nos 14 meses seguintes.
Para onde iria o dinheiro?
Segundo a Mobile Time, o plano incluía:
- expansão das operações para novas cidades;
- melhorias de tecnologia e de logística;
- promoções e contratação de pessoal;
- fusões e aquisições;
- inteligência artificial para personalizar recomendações e acelerar pedidos.
Bloisi resumiu a aposta em tecnologia com uma frase: "Fomos pioneiros em mobile e seremos pioneiros em inteligência artificial." Ele também afirmou que o objetivo era "colocar o Brasil no mapa mundial".
Qual era o tamanho do delivery por aplicativo no Brasil?
A pesquisa TIC Domicílios 2018, do Cetic.br, ajuda a dimensionar o público. Segundo os dados divulgados em 2019 e reportados pelo Tecnoblog, 12% dos usuários de internet no Brasil haviam usado serviços de delivery de comida por aplicativo, como iFood e Uber Eats. O uso de aplicativos de transporte, como Uber e 99, chegava a 32%.
O levantamento da LAVCA publicado pelo Crunchbase News colocou o aporte no iFood entre as maiores rodadas de venture capital do Brasil em 2018, ano em que o país somou US$ 1,3 bilhão em investimentos desse tipo. No levantamento de unicórnios do InvestNews, o iFood aparece como unicórnio a partir de novembro de 2018.
O que o caso mostrou sobre plataformas digitais?
Um aplicativo de delivery envolve três públicos ao mesmo tempo: consumidores, restaurantes e entregadores. O plano do iFood em 2018 indicava onde estava a complexidade:
- Logística para ligar pedidos a entregadores com rapidez.
- Tecnologia para suportar volume crescente de pedidos.
- Personalização de recomendações com dados de uso.
- Expansão geográfica com operação local.
O que isso significa hoje?
O crescimento do iFood a partir de 2018 ajudou a popularizar a ideia de plataformas com vários lados, que muitas empresas tentam replicar em nichos, como marketplaces de serviços e delivery próprio. Ao contratar o desenvolvimento de uma plataforma desse tipo, vale pedir ao fornecedor que explique como tratará logística, pagamentos, picos de demanda e uso de dados para recomendações. A Citeo reúne software houses e empresas de IA para comparação.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto o iFood recebeu de investimento em 2018?
US$ 500 milhões, anunciados em 13 de novembro de 2018, de acionistas como Naspers, Innova Capital, Movile e Just Eat.
Quantos pedidos o iFood fazia por mês em 2018?
A empresa informou 10,8 milhões de pedidos em outubro de 2018 e esperava passar de 12 milhões em novembro.
Em quantas cidades o iFood estava em 2018?
Em 483 cidades brasileiras, com plano de dobrar esse número ao longo de 2019.