Em 2017, o Google endureceu os avisos do Chrome contra sites sem HTTPS. O Chrome 56, de janeiro, marcou páginas HTTP com campos de senha ou cartão como "Não seguro", e o Chrome 62, de outubro, estendeu o aviso a qualquer página HTTP em que o usuário digitasse dados e a todas no modo anônimo.
Em 2017, o navegador Chrome, do Google, deu dois passos para empurrar a web para o HTTPS, a versão criptografada do protocolo de acesso a sites. Em janeiro, o Chrome 56 passou a exibir o aviso "Não seguro" na barra de endereço de páginas HTTP com campos de senha ou de cartão de crédito. Em abril, o Google anunciou que o Chrome 62, previsto para outubro, estenderia o aviso a qualquer página HTTP em que o usuário começasse a digitar dados e a todas as páginas HTTP abertas no modo anônimo. Segundo Emily Schechter, da equipe de segurança do Chrome, as navegações em desktop para páginas HTTP com formulários de senha ou cartão caíram 23% depois da primeira mudança.
Para empresas com sites antigos, especialmente os que tinham formulários de contato ou de orçamento, o recado era claro: sem HTTPS, o próprio navegador passaria a desencorajar o visitante.
Como os avisos evoluíram?
| Versão do Chrome | Período | Aviso "Não seguro" |
|---|---|---|
| Chrome 56 | Janeiro de 2017 | Páginas HTTP com campos de senha ou cartão de crédito |
| Chrome 62 | Outubro de 2017 | Qualquer página HTTP em que o usuário digite dados e todas as páginas HTTP no modo anônimo |
| Chrome 68 | Julho de 2018 | Todas as páginas HTTP, independentemente da ação do usuário |
Segundo o 9to5Google, no Chrome 62 o selo aparecia quando o usuário começava a digitar num campo, e não ao carregar a página. O objetivo de longo prazo anunciado pelo Google era marcar todas as páginas HTTP como não seguras, o que, segundo o Tecnoblog, ocorreu com o Chrome 68.
Por que o Google tomou essa decisão?
No anúncio de abril de 2017, o Google afirmou que o HTTPS estava mais fácil e mais barato do que nunca de implantar. Em 2018, ao concluir a mudança, a empresa justificou que intrusos, maliciosos ou não, exploram todos os recursos desprotegidos, segundo o Tecnoblog. Os dados citados pelo Google na época mostravam a adoção crescente:
- Queda de 23% nas navegações desktop para páginas HTTP com formulários de senha ou cartão após o Chrome 56.
- Mais de 68% do tráfego do Chrome no Android e no Windows já criptografado em 2018.
- Mais de 78% no Chrome OS e no macOS no mesmo período.
O Tecnoblog também registrou que, em 2018, ainda havia sites brasileiros relevantes sem HTTPS, entre eles o do Ministério da Fazenda.
O que isso mudou para empresas com sites?
Para quem mantinha um site institucional, loja ou portal, os avisos tinham efeitos práticos:
- Formulários de contato e orçamento passaram a exibir alerta assim que o visitante começava a digitar.
- Confiança do visitante podia cair diante de um aviso vermelho na barra de endereço.
- Migração para HTTPS exigia certificado, redirecionamentos e revisão de recursos carregados em HTTP.
- SEO: a migração precisava ser feita com redirecionamentos corretos para preservar a indexação.
O que isso significa hoje para quem contrata sites e segurança?
HTTPS hoje é requisito mínimo, não diferencial. Ao contratar uma software house ou agência para criar ou manter um site, vale exigir certificado válido com renovação automática, redirecionamento de todo o tráfego HTTP para HTTPS e ausência de conteúdo misto. Ao contratar uma empresa de segurança, vale incluir na avaliação a configuração de TLS e dos cabeçalhos de segurança do site.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quando o Chrome começou a marcar sites HTTP como não seguros?
Em janeiro de 2017, o Chrome 56 passou a marcar como "Não seguro" páginas HTTP com campos de senha ou cartão. Em outubro de 2017, o Chrome 62 estendeu o aviso a páginas HTTP em que o usuário digitasse dados e a todas no modo anônimo. Em julho de 2018, o Chrome 68 passou a marcar todas as páginas HTTP.
Por que meu formulário aparecia como "Não seguro" no Chrome em 2017?
Porque, a partir do Chrome 62, qualquer página servida em HTTP passava a exibir o aviso quando o visitante começava a digitar num campo. A solução era migrar o site para HTTPS.
O aviso do Chrome teve efeito na adoção do HTTPS?
Segundo o Google, depois do Chrome 56 houve queda de 23% nas navegações desktop para páginas HTTP com formulários de senha ou cartão, sinal de que muitos sites migraram para HTTPS.