Em 2016, o Nubank captou US$ 50 milhões em janeiro, com liderança do Founders Fund, e US$ 80 milhões em dezembro, com a DST Global. A fintech somava 7 milhões de pedidos de cartão e 500 mil pessoas na fila, enquanto bancos lançavam concorrentes digitais como o Digio.
Em 2016, o Nubank consolidou sua posição como a fintech brasileira mais capitalizada do momento. Em janeiro, anunciou uma rodada Série C de US$ 50 milhões, cerca de R$ 200 milhões, liderada pelo Founders Fund. Em abril, obteve R$ 200 milhões em linhas de crédito do Goldman Sachs. Em dezembro, levantou mais US$ 80 milhões numa rodada liderada pela DST Global, primeiro investimento do fundo no Brasil. Segundo o Baguete, a empresa já tinha recebido 7 milhões de pedidos de cartão e mantinha cerca de 500 mil pessoas na fila de espera.
O ano também marcou a reação dos bancos tradicionais, com o lançamento de produtos digitais concorrentes.
Quanto o Nubank captou em 2016?
As operações do ano, segundo reportagens do Baguete, estão resumidas abaixo.
| Mês (2016) | Operação | Valor | Participantes citados |
|---|---|---|---|
| Janeiro | Rodada Série C | US$ 50 milhões (cerca de R$ 200 milhões) | Founders Fund (líder), Sequoia Capital, Tiger Global, Kaszek Ventures |
| Abril | Linhas de crédito | R$ 200 milhões | Goldman Sachs |
| Dezembro | Nova rodada | US$ 80 milhões | DST Global (líder), Sequoia, Tiger Global, Founders Fund, QED |
O valor de mercado da empresa não foi divulgado em nenhuma das rodadas. A DST Global, segundo o Baguete, tinha no portfólio empresas como Alibaba, Slack, Twitter, Spotify e Facebook.
Qual era o tamanho do Nubank no fim de 2016?
O Nubank não divulgava o número total de clientes. Em dezembro, o fundador David Vélez afirmou ao Baguete que a base superava em muito os cerca de 150 mil clientes que ele considerava típicos para uma fintech. Os números divulgados foram:
- Pedidos de cartão: 7 milhões recebidos desde o lançamento.
- Fila de espera: cerca de 500 mil pessoas.
- Compras com o cartão: cerca de 75 milhões.
- Pagamento integral da fatura: 90% dos clientes pagavam a fatura inteira todo mês.
Em janeiro de 2016, a fila de espera tinha mais de 1,6 milhão de pessoas, segundo a mesma publicação. A empresa não aprovava todos os pedidos.
Como o mercado reagiu?
O crescimento do Nubank coincidiu com sinais de que o setor financeiro levava as fintechs a sério. A reportagem de dezembro registrou três movimentos:
- Resposta dos bancos: a CBSS, joint venture de Bradesco e Banco do Brasil, lançou o Digio para competir com o Nubank.
- Ecossistema em expansão: o FintechLab contava mais de 200 startups de serviços financeiros no Brasil.
- Preocupação dos incumbentes: uma pesquisa da PwC citada pelo Baguete apontou que executivos de instituições financeiras temiam perder cerca de 25% de seus negócios para fintechs até 2020.
Os planos anunciados pelo Nubank incluíam ampliar contratações, desenvolver novos produtos e, provavelmente, um programa de recompensas com milhas aéreas.
O que isso significa hoje para quem contrata desenvolvimento de produtos digitais?
O caso Nubank em 2016 mostra que um produto digital bem-sucedido atrai concorrência rápida de empresas estabelecidas, como foi o Digio. Para quem contrata uma software house para criar um produto financeiro ou de assinatura, o diferencial raramente está só na interface: está na operação por trás dela, como análise de risco, atendimento, prevenção a fraudes e capacidade de escalar sem perder qualidade. Esses pontos precisam constar da especificação desde o início.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto o Nubank captou em 2016?
Segundo o Baguete, o Nubank anunciou US$ 50 milhões em janeiro de 2016, numa rodada liderada pelo Founders Fund, obteve R$ 200 milhões em linhas de crédito do Goldman Sachs em abril e captou US$ 80 milhões em dezembro, numa rodada liderada pela DST Global.
Quantos clientes o Nubank tinha em 2016?
A empresa não divulgava o número total de clientes. Em dezembro de 2016, informou ter recebido 7 milhões de pedidos de cartão, com cerca de 500 mil pessoas na fila de espera e cerca de 75 milhões de compras feitas com seus cartões.
Como os bancos reagiram ao Nubank em 2016?
Um exemplo citado pela imprensa foi o Digio, lançado pela CBSS, joint venture de Bradesco e Banco do Brasil, para competir com o Nubank. Uma pesquisa da PwC indicou que executivos do setor temiam perder cerca de 25% dos negócios para fintechs até 2020.