Em 13 de junho de 2016, a Microsoft anunciou a compra do LinkedIn por US$ 196 por ação, cerca de US$ 26,2 bilhões em dinheiro. A rede, com mais de 433 milhões de membros, manteria marca e independência, com Jeff Weiner como CEO, e Satya Nadella justificou a compra pela integração com Office 365 e Dynamics.
Em 13 de junho de 2016, a Microsoft anunciou que compraria o LinkedIn, a maior rede social profissional do mundo, por US$ 196 por ação, num negócio de cerca de US$ 26,2 bilhões pago em dinheiro, segundo o comunicado oficial das empresas. O LinkedIn manteria sua marca, sua cultura e sua independência operacional, e Jeff Weiner continuaria como CEO, reportando-se a Satya Nadella, CEO da Microsoft. Na época, a rede tinha mais de 433 milhões de membros, crescimento de 19% em um ano.
Para profissionais de marketing B2B e de recrutamento, a compra uniu a principal rede de perfis profissionais a uma das maiores fornecedoras de software corporativo.
Quais eram os termos do negócio?
| Item | O que foi anunciado |
|---|---|
| Data do anúncio | 13 de junho de 2016 |
| Preço por ação | US$ 196 |
| Valor total | Cerca de US$ 26,2 bilhões, incluindo o caixa líquido do LinkedIn |
| Forma de pagamento | Integralmente em dinheiro |
| Marca | LinkedIn manteria marca, cultura e independência |
| Comando | Jeff Weiner seguiria como CEO, reportando-se a Satya Nadella |
| Membros do LinkedIn | Mais de 433 milhões, alta de 19% em um ano |
| Conclusão prevista | Ao longo de 2016, sujeita a aprovação de acionistas e reguladores |
Segundo o Baguete, o uso móvel do LinkedIn havia crescido 49% em um ano e chegado a 60% dos usuários. A publicação estimou que a Microsoft pagou quase US$ 60 por membro registrado.
Por que a Microsoft comprou o LinkedIn?
Satya Nadella afirmou que o negócio era a chave para a ambição da Microsoft de reinventar a produtividade e os processos de negócio, conectando os dados profissionais do LinkedIn ao Office 365 e ao Dynamics, o software de gestão e relacionamento com clientes da empresa. As reportagens da época apontaram outras motivações:
- Presença no dia a dia corporativo: segundo o Re/Code, citado pelo Baguete, a Microsoft queria papel central na rotina das empresas, num momento em que o Slack ganhava espaço.
- Experiência anterior: a compra do Yammer, por US$ 1,2 bilhão em 2012, não havia gerado resultados fortes, segundo a mesma reportagem.
- Dados para IA e nuvem: os dados do LinkedIn sobre estruturas organizacionais poderiam alimentar a assistente Cortana, as ambições de inteligência artificial e os produtos corporativos em nuvem da Microsoft.
Jeff Weiner disse que esperava liderar a equipe no "próximo capítulo" da empresa. Reid Hoffman, presidente do conselho do LinkedIn, tratou o momento como uma espécie de refundação da companhia.
O que a compra significava para marketing B2B?
Para quem usava o LinkedIn em marketing e prospecção entre empresas, a integração com ferramentas de produtividade e de gestão de clientes anunciada por Nadella apontava para alguns efeitos práticos:
- Dados profissionais perto do CRM: informações de cargo e empresa poderiam ser usadas em ferramentas de vendas.
- Prospecção mais integrada: vendas e marketing passariam a trabalhar com perfis profissionais dentro de softwares corporativos.
- Conteúdo profissional: o LinkedIn reforçava seu papel como espaço de reputação para empresas e executivos.
Como esse movimento se encaixava em 2016?
O ano foi marcado por grandes empresas de tecnologia apostando em dados e inteligência artificial. Em outubro, o Gartner colocou a IA e o aprendizado de máquina no topo de sua lista de tendências estratégicas para 2017, e a compra do LinkedIn foi justificada, em parte, pelo valor dos dados profissionais para produtos inteligentes.
O que isso significa hoje para quem contrata marketing B2B?
Para empresas de serviços digitais, o LinkedIn segue como vitrine de reputação para a marca e para seus executivos. Ao contratar uma agência de marketing B2B, vale exigir uma estratégia que combine presença orgânica consistente, conteúdo com informações verificáveis e mídia paga segmentada por cargo e setor, integrada ao CRM. Informação profissional clara e coerente entre site, LinkedIn e diretórios também ajuda buscadores e assistentes de IA a entender quem é a empresa.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto a Microsoft pagou pelo LinkedIn?
Segundo o comunicado de 13 de junho de 2016, a Microsoft pagaria US$ 196 por ação, num total de cerca de US$ 26,2 bilhões, incluindo o caixa líquido do LinkedIn, em uma transação integralmente em dinheiro.
O LinkedIn deixou de ser independente depois da compra?
Pelo anúncio, o LinkedIn manteria marca, cultura e independência operacional, com Jeff Weiner como CEO, reportando-se a Satya Nadella, CEO da Microsoft.
Por que a Microsoft quis comprar o LinkedIn?
Satya Nadella disse que o negócio era chave para reinventar a produtividade e os processos de negócio, conectando os dados profissionais do LinkedIn ao Office 365 e ao Dynamics. Reportagens também apontaram o interesse em dados para inteligência artificial e produtos corporativos em nuvem.