Retrospectiva 2016 · Segurança

Em 2016, um projeto de Cadastro Nacional de Acesso à Internet propôs identificar usuários a cada conexão

Resposta rápida

Em outubro de 2016, um substitutivo a quatro projetos de lei na Câmara propôs um Cadastro Nacional de Acesso à Internet, com registro do usuário a cada conexão e bloqueio automático de conteúdo para crianças nos aparelhos. O CGI.br apontou inviabilidade técnica, custos e riscos à privacidade.

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Perguntas frequentes

O que era o Cadastro Nacional de Acesso à Internet?

Era uma proposta analisada em 2016 na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, em substitutivo aos PLs 2390/2015, 3597/2015, 5016/2016 e 5096/2016. Segundo o CGI.br, previa o registro dos usuários a cada conexão e aplicativos de bloqueio automático de conteúdo impróprio para crianças nos terminais de acesso.

Por que o CGI.br se opôs ao cadastro?

Em nota de 18 de outubro de 2016, o CGI.br apontou inviabilidade técnica, como o compartilhamento de IPs, possibilidade de burla, custos repassados aos consumidores, riscos de escala e coleta massiva de dados pessoais, em conflito com o Marco Civil da Internet.

O endereço IP identifica uma pessoa?

Não necessariamente. Segundo o CGI.br, muitos usuários compartilham o mesmo IP público, e os roteadores costumam autenticar apenas no ponto principal de acesso, o que impede o controle individual por usuário com base nesse dado.

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