A pesquisa TIC Saúde 2015, do Cetic.br, mostrou que 39% dos estabelecimentos de saúde tinham website e 33% tinham perfil em redes sociais. Apenas 16% registravam dados de pacientes só em formato eletrônico, e 25% tinham área de TI, num setor com muito espaço para serviços online.
Em 2015, a maior parte dos estabelecimentos de saúde do Brasil ainda tinha presença digital limitada. Segundo a pesquisa TIC Saúde 2015, do Cetic.br, 39% tinham website, contra 27% em 2014, e 33% mantinham perfil em redes sociais. Entre os estabelecimentos com acesso à internet, apenas 16% registravam as informações dos pacientes exclusivamente em formato eletrônico. A pesquisa ouviu 2.252 gestores, 1.242 médicos e 2.197 enfermeiros entre novembro de 2015 e junho de 2016 e foi divulgada em novembro de 2016.
O retrato mostra um setor que crescia em presença online, mas que ainda tinha muito a avançar em serviços digitais e em gestão eletrônica da informação.
Como estava a presença online dos estabelecimentos?
| Indicador (TIC Saúde) | Resultado |
|---|---|
| Estabelecimentos com website (2014) | 27% |
| Estabelecimentos com website (2015) | 39% |
| Estabelecimentos com perfil em redes sociais (2015) | 33%, alta de 10 pontos |
| Estabelecimentos com área ou departamento de TI | 25% |
| Participação em rede de telessaúde | 16% (27% nos públicos, 4% nos privados) |
Segundo o Cetic.br, havia "grande espaço para a ampliação" de serviços online, como agendamento de consultas e exames, especialmente nos estabelecimentos públicos. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, apontou uma demanda crescente por canais de interação com os cidadãos.
Como os dados de pacientes eram registrados?
Entre os estabelecimentos com internet, a forma de registro das informações dos pacientes em 2015 era:
- Somente em papel: 24%
- Parte em papel, parte em formato eletrônico: 59%
- Somente em formato eletrônico: 16%
A disponibilidade eletrônica variava conforme o tipo de dado: dados cadastrais estavam disponíveis eletronicamente em 78% dos casos, sinais vitais em 34%, laudos de radiologia em 27% e imagens de radiologia em 20%.
E a infraestrutura de conexão?
O acesso à internet era praticamente universal nos estabelecimentos privados (99%), mas não nos públicos, onde chegou a 74% em 2015, contra 57% em 2013. As velocidades contratadas também melhoraram: 23% tinham conexões de 10 a 100 Mbps, ante 13% em 2014 e 10% em 2013.
A gestão de TI era desigual. Enquanto 25% dos estabelecimentos tinham área de TI, a proporção subia para 71% entre os que tinham mais de 50 leitos de internação. Apenas 6% dos estabelecimentos conectados tinham um profissional de saúde na equipe de TI.
O que os profissionais de saúde diziam?
Os médicos e enfermeiros ouvidos tinham avaliação positiva da tecnologia, mas pouca formação:
- Eficiência no trabalho: 93% dos médicos e 95% dos enfermeiros disseram que sistemas eletrônicos melhoraram a eficiência dos processos.
- Atendimento: 90% dos médicos e 89% dos enfermeiros relataram melhora na eficiência do atendimento com o uso de TIC.
- Capacitação: 85% dos médicos e 75% dos enfermeiros não haviam feito nenhum treinamento em TIC para saúde nos 12 meses anteriores.
O que isso significa hoje para quem contrata serviços digitais na saúde?
Para clínicas, laboratórios e hospitais que contratam agências ou software houses, o retrato de 2015 mostra que o desafio não é só ter site, mas oferecer serviços úteis online, como agendamento, resultados e canais de contato, e integrar esses serviços aos sistemas internos. Como o setor lida com dados sensíveis de pacientes, vale exigir do fornecedor experiência com segurança da informação e com proteção de dados de saúde, além de capacitação das equipes que vão usar o sistema.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quantos estabelecimentos de saúde tinham site em 2015?
Segundo a TIC Saúde 2015, do Cetic.br, 39% dos estabelecimentos de saúde tinham website, contra 27% em 2014. Já 33% tinham perfil em redes sociais.
Os estabelecimentos de saúde usavam prontuário eletrônico em 2015?
De forma parcial. Entre os estabelecimentos com internet, 16% registravam dados dos pacientes somente em formato eletrônico, 59% usavam papel e meio eletrônico e 24% apenas papel, segundo a TIC Saúde 2015.
Como foi feita a pesquisa TIC Saúde 2015?
A pesquisa, terceira edição do estudo, ouviu 2.252 gestores de estabelecimentos, 1.242 médicos e 2.197 enfermeiros entre novembro de 2015 e junho de 2016. Os resultados foram divulgados pelo Cetic.br em novembro de 2016.