Segundo o relatório Webshoppers 33, da E-bit, 39,1 milhões de brasileiros compraram online em 2015, com idade média de 43 anos e renda média de R$ 4.761. O crescimento real do e-commerce foi de cerca de 5%, o primeiro abaixo de dois dígitos, e o celular respondeu por 12% dos pedidos.
Em 2015, 39,1 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra pela internet, segundo a 33ª edição do relatório Webshoppers, da E-bit/Buscapé. O perfil médio do comprador online tinha 43 anos e renda de R$ 4.761, com divisão igual entre homens e mulheres. O faturamento nominal cresceu 15,3%, para R$ 41,3 bilhões, mas o crescimento real ficou em cerca de 5%, a primeira vez que o avanço descontada a inflação ficou abaixo de dois dígitos.
Os dados ajudam a entender para quem lojas virtuais e agências de marketing estavam vendendo num ano de recessão.
Quem era o comprador online em 2015?
| Característica | Dado do Webshoppers 33 |
|---|---|
| Consumidores que compraram ao menos uma vez | 39,1 milhões |
| Divisão por gênero | 50% mulheres, 50% homens |
| Idade média | 43 anos |
| Até 24 anos | 8% |
| 25 a 34 anos | 23% |
| 35 a 49 anos | 39% |
| 50 anos ou mais | 33% |
| Renda média | R$ 4.761 |
O relatório registrou queda de 4,4% na participação da classe C e alta de 3% nas compras feitas por pessoas com mais de 50 anos.
Onde estavam os compradores?
As vendas eram concentradas no Sudeste. Por estado, a participação no faturamento foi:
- São Paulo: 37,7%
- Rio de Janeiro: 12,3%
- Minas Gerais: 12%
- Paraná: 5,4%
- Rio Grande do Sul: 5,3%
Bahia (3,9%), Santa Catarina (3,3%), Pernambuco (2,8%) e Distrito Federal (2,3%) completavam a lista dos principais mercados.
O que eles compravam?
Em volume de pedidos, moda e acessórios lideraram com 14%, seguidos por eletrodomésticos (13%), telefonia e celulares (11%), cosméticos e perfumaria (10%), assinaturas e revistas e livros (9%) e casa e decoração (9%). Em crescimento, telefonia avançou 45% e eletrodomésticos, 27%. O tíquete médio subiu 12%, para R$ 388, num ano em que a inflação medida pelo índice FIP/Buscapé foi de 8,94%. Em dezembro, 39% das vendas tinham frete grátis.
Qual era o peso do celular?
O comércio pelo celular ainda era minoritário, mas crescia ao longo do ano:
- Junho de 2015: 10,1% dos pedidos.
- Dezembro de 2015: 14,3% dos pedidos e 15% do faturamento.
- Ano completo: 12% dos pedidos.
André Ricardo Dias, diretor-executivo da E-bit, afirmou na divulgação dos resultados que o mercado continuaria crescendo em 2016, principalmente pelo aumento das vendas em dispositivos móveis.
E as compras em sites internacionais?
Segundo o Webshoppers 33, 54% dos consumidores online compraram em sites internacionais em 2015, com gasto médio anual de R$ 449 e total de US$ 2,02 bilhões. O tíquete médio internacional foi de US$ 48,36. AliExpress, Amazon, eBay, DealExtreme e Apple Store estavam entre os sites estrangeiros mais citados.
O que se esperava para 2016?
A E-bit projetou crescimento nominal de 8% em 2016, para R$ 44,6 bilhões, com alta real de cerca de 2%. A consultoria Bain & Company estimou que o comércio eletrônico poderia crescer 11% ao ano até 2019, contra 17% ao ano entre 2011 e 2015.
O que isso significa hoje para quem contrata marketing para e-commerce?
O perfil de 2015 desmonta a ideia de que o comprador online era sobretudo jovem: 72% tinham 35 anos ou mais. Para quem contrata uma agência, vale exigir que a estratégia parta de dados reais do público da loja, por idade, região e dispositivo, e não de suposições. A concorrência de sites internacionais, que já atraíam mais da metade dos compradores, também reforça a importância de preço, prazo e confiança.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quantos brasileiros compraram pela internet em 2015?
Segundo o relatório Webshoppers 33, da E-bit/Buscapé, 39,1 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra online em 2015.
Qual era o perfil do comprador online brasileiro em 2015?
O comprador médio tinha 43 anos e renda de R$ 4.761, com divisão igual entre homens e mulheres. A faixa de 35 a 49 anos respondia por 39% dos consumidores, e a de 50 anos ou mais, por 33%.
Quanto o e-commerce cresceu de fato em 2015?
O faturamento nominal cresceu 15,3%, para R$ 41,3 bilhões. Descontada a inflação, o crescimento real foi de cerca de 5%, segundo a E-bit, a primeira vez abaixo de dois dígitos.