# Em 2017, o Fórum da Internet apontou falta de profissionais de cibersegurança e riscos em IoT — Citeo

> Na plenária de cibersegurança do VII Fórum da Internet no Brasil, em novembro de 2017, especialistas apontaram que universidades não formavam profissionais...

Fonte: https://mail.citeo.com.br/artigo/2017-forum-da-internet-ciberseguranca-e-falta-de-profissionais · Atualizado em 21/10/2026

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 Retrospectiva 2017 · Segurança# Em 2017, o Fórum da Internet apontou falta de profissionais de cibersegurança e riscos em IoT

 **Redação Citeo** Publicado em 31/12/2017 Revisado em 17/10/2026 **Período analisado: 2017** 3 min de leitura 

  Resposta rápidaNa plenária de cibersegurança do VII Fórum da Internet no Brasil, em novembro de 2017, especialistas apontaram que universidades não formavam profissionais suficientes, que empresas desenvolviam software sem pensar em segurança e que brinquedos e dispositivos conectados traziam novos riscos.

 

Em 2017, a cibersegurança foi tema de uma das plenárias do VII Fórum da Internet no Brasil, organizado pelo CGI.br no Rio de Janeiro entre 14 e 17 de novembro. Na sessão de 15 de novembro, Cristine Hoepers, gerente do CERT.br, resumiu o cenário: "Velhos problemas persistem. Temos muitas vulnerabilidades, preocupação zero com segurança." Adriano Cansian, da Unesp, defendeu ampliar a formação em cibersegurança, afirmando que as universidades não formavam profissionais com as habilidades e atitudes de que o mercado precisava.

O debate reuniu três problemas que continuam atuais para empresas: software sem segurança desde o projeto, dispositivos conectados vulneráveis e escassez de profissionais qualificados.

## Quais tendências de ataque foram apresentadas?

Segundo o NIC.br, Cristine Hoepers mostrou as principais tendências observadas nas notificações recebidas pelo CERT.br:

- **Varreduras atrás de logins fracos**: em serviços como e-mail e acesso remoto a câmeras.
- **Negação de serviço com botnets de IoT e amplificação**: em 2016, foram 60.432 notificações de computadores envolvidos em ataques DoS, alta de 138%.
- **Ataques a dispositivos e infraestrutura**: câmeras, equipamentos médicos, roteadores e infraestrutura crítica, como dutos, semáforos e iluminação pública.
- **Problemas antigos**: autenticação fraca e portas de acesso deixadas por fabricantes.

Hoepers também afirmou que empresas desenvolviam software sem considerar segurança. Segundo dados citados na plenária, o Brasil tinha mais de 5 mil sistemas autônomos, e cerca de um terço tinha problemas de configuração que permitiam abuso de serviços.

## O que foi dito sobre formação de profissionais?

ParticipantePosição registrada pelo NIC.brAdriano Cansian (Unesp)Universidades não formavam profissionais com as habilidades necessárias; analistas precisam de curiosidade, persistência e estudo de programação, sistemas operacionais e redesGen. Jayme Queiroz (CDCiber)"Na área de segurança, não há como trabalhar isoladamente"; depende de colaboração entre organizações e paísesHenrique Faulhaber (CGI.br)Defendeu conscientização dos usuários e materiais educativos, como a cartilha do CERT.brThiago Tavares (CGI.br)Alertou para riscos de brinquedos conectados e questionou que regulação seria necessária para a internet das coisasTanara Lauschner (CGI.br)Moderou a plenária

## Por que os brinquedos conectados preocupavam?

Thiago Tavares descreveu bonecas que se conectavam em tempo real a servidores dos fabricantes e alertou que esses produtos poderiam coletar dados de comportamento de crianças, trocar dados com estranhos, gravar áudio e facilitar fraudes. A preocupação ecoava a palestra de Lucimara Desiderá, do CERT.br, na Web.br de outubro de 2017, que citou dispositivos comprometidos como babás eletrônicas, brinquedos, carros e marca-passos.

## Que recomendações saíram do debate?

As falas da plenária apontaram cinco frentes:

1. Ampliar a formação em cibersegurança nas universidades.
2. Incorporar segurança ao desenvolvimento de software desde o início.
3. Estimular colaboração entre setores e entre países.
4. Produzir materiais acessíveis de educação para usuários.
5. Discutir regulação para dispositivos de internet das coisas.

## O que isso significa hoje para quem contrata segurança e desenvolvimento?

A escassez de profissionais apontada em 2017 tem efeito direto na contratação: equipes internas pequenas tendem a depender de fornecedores especializados. Ao contratar uma software house, vale perguntar como a segurança entra no processo de desenvolvimento, se há revisão de código e testes de vulnerabilidade e quem responde por correções depois da entrega. Ao contratar uma empresa de cibersegurança, vale verificar a qualificação da equipe que vai atender a conta, e não apenas a marca do fornecedor.

## Fontes

- [CGI.br, via lista de anúncios do NIC.br: Desafios de cibersegurança são analisados por especialistas no VII Fórum da Internet no Brasil (nov. 2017)](https://mx.nic.br/archives/list/anuncios@nic.br/thread/G5O26SUGI652RRKWQXOS2RVDSWGPUQYF/)
- [Ceweb.br, via lista de anúncios do NIC.br: Web.br 2017 reflete sobre desigualdades no acesso, uso e desenvolvimento de tecnologias (out. 2017)](https://mx.nic.br/archives/list/anuncios@nic.br/thread/LJTRTM2QEOFW44UXH7E2W6OQ6SEPMGQ4/)

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## Perguntas frequentes

### O que foi discutido sobre cibersegurança no Fórum da Internet de 2017?

Na plenária de 15 de novembro de 2017, especialistas apresentaram tendências de ataques, como varreduras atrás de logins fracos e negação de serviço com botnets de IoT, e discutiram a falta de profissionais qualificados, a ausência de segurança no desenvolvimento de software e os riscos de dispositivos conectados.

### Havia falta de profissionais de cibersegurança no Brasil em 2017?

Segundo Adriano Cansian, da Unesp, as universidades não formavam profissionais com as habilidades e atitudes necessárias, o que criava uma lacuna em relação ao mercado de trabalho. Ele defendeu ampliar a formação na área.

### Quais riscos os brinquedos conectados trazem?

Segundo Thiago Tavares, do CGI.br, brinquedos conectados em tempo real a servidores dos fabricantes podem coletar dados de comportamento de crianças, gravar áudio, trocar dados com estranhos e facilitar fraudes.

  

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