# Ransomware e DDoS em 2016: as orientações que o CERT.br publicou para empresas e usuários — Citeo

> Em 2016, o CERT.br publicou recomendações contra ataques de negação de serviço, em abril, e contra ransomware, em setembro. A mensagem central foi preparaç...

Fonte: https://mail.citeo.com.br/artigo/2016-ransomware-e-ddos-orientacoes-do-cert-br · Atualizado em 21/10/2026

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 Retrospectiva 2016 · Segurança# Ransomware e DDoS em 2016: as orientações que o CERT.br publicou para empresas e usuários

 **Redação Citeo** Publicado em 31/12/2016 Revisado em 17/10/2026 **Período analisado: 2016** 3 min de leitura 

  Resposta rápidaEm 2016, o CERT.br publicou recomendações contra ataques de negação de serviço, em abril, e contra ransomware, em setembro. A mensagem central foi preparação: planejar a resposta a DDoS antes do ataque e manter backups periódicos e desconectados, a única proteção realmente efetiva contra sequestro de dados.

 

Em 2016, o CERT.br, grupo de resposta a incidentes do NIC.br, publicou duas orientações que se tornaram referência para empresas brasileiras. Em abril, lançou um documento com recomendações para reduzir o impacto de ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS). Em setembro, atualizou a Cartilha de Segurança para Internet com orientações sobre ransomware, o código malicioso que criptografa dados e cobra resgate, geralmente em bitcoin. Nos dois casos, a palavra-chave foi preparação: segundo a analista Miriam von Zuben, a única proteção realmente efetiva contra ransomware é fazer backups periódicos.

## Por que o CERT.br falou de DDoS em 2016?

Um ataque DDoS é o uso coordenado e distribuído de muitos dispositivos para derrubar um computador, serviço ou rede, esgotando seus recursos. Não busca invadir nem coletar informações. Segundo o CERT.br, qualquer rede, dispositivo ou sistema acessível pela internet pode ser alvo e também pode virar origem de ataques, se estiver comprometido, infectado ou mal configurado.

O documento foi lançado em abril de 2016, quando o CERT.br registrava que os ataques a servidores web tinham crescido 128% em 2015, em parte porque atacantes exploravam falhas em aplicações web para instalar ferramentas de novos ataques DDoS. Ao longo de 2016, as notificações de DoS subiriam 138%, puxadas por dispositivos de internet das coisas infectados.

## Quais eram as fases recomendadas contra DDoS?

O CERT.br organizou a resposta em cinco fases e destacou a primeira como a principal:

1. **Preparação**: planejar respostas técnicas e não técnicas antes do ataque.
2. **Detecção**: identificar rapidamente que um ataque está em curso.
3. **Análise**: entender origem, tipo e alcance.
4. **Mitigação**: aplicar as medidas para reduzir o impacto.
5. **Pós-ataque**: revisar o que aconteceu e ajustar o plano.

Segundo Miriam von Zuben, a preparação torna os ataques mais fáceis de detectar e mais rápidos de mitigar. O documento distribuía responsabilidades entre administradores de rede, provedores de conectividade, desenvolvedores de aplicações web e usuários finais, com ênfase em boas práticas de segurança, configuração correta de equipamentos, desenvolvimento seguro e filtros antispoofing.

## O que o CERT.br recomendou contra ransomware?

A orientação sobre ransomware foi lançada em 22 de setembro de 2016, durante o 5º Fórum Brasileiro de CSIRTs. Segundo o CERT.br, a ameaça não era nova, mas voltou com força a partir de 2015. Os principais pontos foram:

- **Backup periódico**: apontado como a única proteção realmente efetiva.
- **Backup desconectado**: os dispositivos de cópia devem ficar fora do sistema, porque o ransomware pode procurar e criptografar unidades conectadas, locais ou em rede.
- **Atualização**: manter o computador atualizado, com antivírus e firewall pessoal.
- **Cuidado com links e aplicativos**: atenção ao instalar programas e clicar em links.
- **Pagamento não garante nada**: pagar o resgate não dá garantia de recuperar os dados.

Miriam von Zuben também alertou que os criminosos não fazem distinção entre usuários comuns e profissionais de tecnologia.

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## O que isso significa hoje para quem contrata cibersegurança?

As orientações de 2016 continuam úteis como checklist mínimo. Ao contratar uma empresa de cibersegurança ou de infraestrutura, vale verificar se existe plano de resposta a DDoS combinado com o provedor de conexão, se os backups são testados e mantidos isolados da rede principal e se há rotina de atualização de sistemas. Um fornecedor que promete proteção total sem falar de backup e de plano de resposta merece desconfiança.

## Fontes

- [CERT.br, via lista de anúncios do NIC.br: CERT.br lista recomendações para reduzir o impacto de ataques de negação de serviço (abr. 2016)](https://mx.nic.br/archives/list/anuncios@nic.br/thread/BOKRFYEZ4PS4ZTOXLFEKMEBIOHYUVSNX/)
- [CERT.br, via lista de anúncios do NIC.br: Ransomware, saiba como se prevenir desse código malicioso (set. 2016)](https://mx.nic.br/archives/list/anuncios@nic.br/thread/RYMOETMQH4DXB6XJDPMOJQWKYQPLJOFW/)
- [CERT.br: Incidentes reportados em 2016, análise de alguns fatos de interesse](https://stats.cert.br/historico/incidentes/2016-jan-dec/analise.html)

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## Perguntas frequentes

### O que o CERT.br recomendou contra ransomware em 2016?

A recomendação principal foi fazer backups periódicos e manter os dispositivos de backup desconectados do sistema. O CERT.br também orientou manter o computador atualizado, usar antivírus e firewall e ter cuidado com links e aplicativos. A entidade alertou que pagar o resgate não garante a recuperação dos dados.

### Quais são as fases de resposta a um ataque DDoS segundo o CERT.br?

O documento de abril de 2016 dividiu a resposta em preparação, detecção, análise, mitigação e pós-ataque. A preparação foi apontada como a fase mais importante, porque facilita a detecção e acelera a mitigação.

### Pagar o resgate de um ransomware resolve o problema?

Segundo o CERT.br, pagar não oferece garantia de que os dados serão devolvidos. Por isso, a entidade apontou o backup periódico, mantido desconectado, como a única proteção realmente efetiva.

  

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