# Em 2016, o mercado de software no Brasil ficou estagnado, mas a nuvem cresceu 47% — Citeo

> Em 2016, o mercado brasileiro de software cresceu só 0,2%, para US$ 8,475 bilhões, e o de serviços 2%, segundo ABES e IDC. Os investimentos em nuvem (SaaS...

Fonte: https://mail.citeo.com.br/artigo/2016-mercado-de-software-estagnado-e-nuvem-em-alta · Atualizado em 21/10/2026

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 Retrospectiva 2016 · Contratação# Em 2016, o mercado de software no Brasil ficou estagnado, mas a nuvem cresceu 47%

 **Redação Citeo** Publicado em 31/12/2016 Revisado em 17/10/2026 **Período analisado: 2016** 3 min de leitura 

  Resposta rápidaEm 2016, o mercado brasileiro de software cresceu só 0,2%, para US$ 8,475 bilhões, e o de serviços 2%, segundo ABES e IDC. Os investimentos em nuvem (SaaS e PaaS), porém, subiram 47,4%, para US$ 746 milhões, e o modelo em nuvem passou a superar o licenciamento tradicional.

 

Em 2016, o segundo ano seguido de recessão, o mercado brasileiro de software praticamente parou de crescer. Segundo o estudo da ABES feito com a IDC e divulgado em agosto de 2017, o segmento de software avançou apenas 0,2%, para US$ 8,475 bilhões, e o de serviços cresceu 2%, para US$ 10,227 bilhões. A exceção foi a computação em nuvem: os investimentos em SaaS e PaaS subiram 47,4%, de US$ 506 milhões para US$ 746 milhões, e o modelo em nuvem passou a superar o licenciamento tradicional.

A combinação de estagnação geral e crescimento forte da nuvem marca 2016 como o ano em que o modelo de assinatura ganhou espaço no orçamento das empresas brasileiras.

## Como 2016 começou: o que se esperava?

No fim de janeiro de 2016, a IDC projetou crescimento de apenas 2,6% para o mercado brasileiro de TI, abaixo da inflação prevista, de 7,23%, e com o PIB estimado em queda de 2,95%. Denis Arcieri, country manager da IDC Brasil, disse que a economia difícil limitava investimentos e empurrava as empresas a buscar eficiência e diferenciais competitivos. A consultoria também esperava que mais da metade das empresas brasileiras embarcasse em projetos de transformação digital no ano.

Para a nuvem, a projeção era de crescimento de cerca de 20% ao ano no Brasil até o fim da década. O resultado de 2016 superou com folga essa expectativa.

## Quais foram os números do ano?

Indicador (Brasil, 2016)ValorVariaçãoSoftwareUS$ 8,475 bilhões+0,2%ServiçosUS$ 10,227 bilhões+2%Software e serviços (total)US$ 19 bilhões9º lugar no mundoNuvem (SaaS e PaaS)US$ 746 milhões+47,4%Internet das coisasUS$ 6 bilhões+27,8%Big data e analyticsUS$ 809 milhões+3,2%

Com US$ 19 bilhões em software e serviços, o Brasil ficou em 9º lugar no ranking mundial desse recorte. Em 2015, o país aparecia em 8º, com US$ 27 bilhões, segundo a edição anterior do estudo. Os valores das duas edições não devem ser comparados diretamente, porque variações cambiais e ajustes de metodologia podem afetar os números em dólar.

## O que mostrou o avanço da nuvem?

Segundo o estudo, a participação do modelo em nuvem chegou a 53,3% do mercado considerado, alta de 133% em relação a 2013, e superou o licenciamento tradicional. Os aplicativos colaborativos foram o modelo de nuvem que mais cresceu. No CRM, a fatia em nuvem subiu de 20,8% em 2015 para 27,5% em 2016, embora o licenciamento tradicional ainda fosse maioria nesse tipo de software.

Os principais sinais do ano foram:

- **Assinatura no lugar de licença**: em um ano de caixa apertado, pagar por uso evitava investimentos grandes de uma vez.
- **Colaboração na frente**: ferramentas de trabalho em equipe lideraram a migração.
- **CRM em transição**: a gestão de clientes começava a migrar, mas ainda de forma parcial.
- **IoT em alta**: o monitoramento de frotas (US$ 856 milhões) e as redes elétricas inteligentes (US$ 631 milhões) eram os principais usos de internet das coisas no país.

Jorge Sukarie, presidente do conselho da ABES, afirmou que a internet das coisas estava intrinsecamente ligada à reinvenção dos negócios.

## O que isso significou para fornecedores de software?

Para software houses e revendedores, 2016 mostrou uma mudança de modelo de receita. Projetos grandes e licenças perpétuas ficaram mais difíceis de vender, enquanto serviços recorrentes em nuvem cresceram. Empresas que dependiam de licenciamento tradicional precisaram rever ofertas, e quem desenvolvia sistemas sob medida passou a ser cobrado por integração com soluções em nuvem já contratadas pelo cliente.

## O que isso significa hoje para quem contrata software?

A virada de 2016 ajuda a explicar por que hoje a pergunta "comprar, assinar ou desenvolver?" aparece em quase todo projeto. Ao avaliar uma software house, vale pedir que ela compare o desenvolvimento sob medida com soluções em nuvem existentes, mostre o custo total ao longo de alguns anos e explique como o sistema vai se integrar às ferramentas por assinatura que a empresa já usa.

## Fontes

- [IT Forum: Mercado de computação em nuvem cresce quase 50% no Brasil (ago. 2017)](https://itforum.com.br/mercado-de-computacao-em-nuvem-cresce-quase-50-no-brasil/)
- [Baguete: TI crescerá ainda menos no Brasil (jan. 2016)](https://www.baguete.com.br/noticias/ti-crescera-ainda-menos-no-brasil)
- [DCD Brasil: Confira as previsões para o mercado de TIC em 2016 (fev. 2016)](https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/confira-as-previs%C3%B5es-para-o-mercado-de-tic-em-2016/)
- [DCD Brasil: Mercado de TI brasileiro cresce 9,2% em 2015](https://www.datacenterdynamics.com/br/not%C3%ADcias/mercado-de-ti-brasileiro-cresce-92-em-2015/)

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## Perguntas frequentes

### Quanto cresceu o mercado de software no Brasil em 2016?

Segundo o estudo da ABES com a IDC, o mercado de software cresceu 0,2% em 2016, para US$ 8,475 bilhões. O de serviços cresceu 2%, para US$ 10,227 bilhões, e o total de software e serviços somou US$ 19 bilhões.

### Quanto a computação em nuvem cresceu no Brasil em 2016?

Os investimentos em nuvem, considerando SaaS e PaaS, cresceram 47,4% em 2016, de US$ 506 milhões para US$ 746 milhões, segundo ABES e IDC. O modelo em nuvem chegou a 53,3% de participação e superou o licenciamento tradicional.

### Qual era a previsão para o mercado de TI no início de 2016?

Em janeiro de 2016, a IDC previu crescimento de 2,6% para o mercado brasileiro de TI, abaixo da inflação projetada de 7,23%. A consultoria citou a economia difícil como fator de limitação dos investimentos.

  

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